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Apenas Clara romance Capítulo 685

Isaque Alves ficou sem reação por muito tempo, a ponto de Clara achar que a ligação tinha caído, até que a voz dele finalmente foi ouvida: — Ele sabe?

— Eu não contei a ele. — ela respondeu.

Isaque respirou fundo: — Vou mandar Januario Damasceno e algumas pessoas para a Cidade Capital para cuidar de você.

— Não pode. — Ela explicou de imediato: — O pessoal da família Cavalcanti não sabe da minha gravidez, mas Mariana já está suspeitando. Se você mandar alguém para cá, nem é certo se o seu sobrinho conseguirá nascer em paz.

Isaque ponderou sobre a conversa e percebeu algo vagamente, não perguntando mais sobre ela e João: — Você sozinha na Cidade Capital, não fico tranquilo.

— Eu tenho alguém de confiança ao meu lado, as habilidades dele são boas, então pode ficar tranquilo. Ah, a propósito, diga ao pai por mim para não se preocupar comigo.

Após terminar a ligação, Clara voltou a olhar para a página de notícias no tablet, pensativa.

...

Nádia Santos levou Silvana Nunes até perto do apartamento. Após estacionar o carro, não esqueceu de alertar: — Srta. Nunes, esses três dias devem ser suficientes, espero que considere tudo com clareza.

Silvana saiu do carro e ficou parada observando Nádia ir embora.

Ela apertou a bolsa em suas mãos, apertou os lábios e se virou para entrar no condomínio.

Ao retornar à residência, assim que abriu a porta, ela também viu José Cruz sentado no sofá lá dentro. Ele estava olhando para a tela do celular, parecendo estar lendo a notícia da manhã.

Silvana parecia um tanto tensa e caminhou com cuidado até lá: — Sr. Cruz...

— Ele tocou em você? — José não levantou a cabeça, deslizando o dedo pela tela do celular.

Silvana ficou em silêncio por alguns segundos e balançou a cabeça: — Não...

Ela sabia sobre a situação da noite anterior melhor do que ninguém...

— Parece que ele já estava prevenido, mas não importa, ter essa notícia é o bastante. — José fixou o olhar, depois desligou o celular e se levantou em direção a ela.

Silvana estava de cabeça baixa. Ela ainda usava o traje tradicional da noite anterior, exceto que o cabelo não estava mais preso, caindo solto pelos ombros, e ela também já havia tirado a maquiagem.

Esse rosto e essas feições eram muito apagados; sem uma maquiagem chamativa, ela já não se parecia muito com ela.

José ergueu o queixo dela com a mão. Ela mantinha os olhos baixos, sem se atrever a olhar para ele.

Mariana percebeu as emoções dela e baixou os talheres: — O que há com você?

— Eu não entendo, como vocês arranjaram uma mulher como a Silvana para se aproximar do João? Dá para ver de longe que essa mulher não vale nada, não quero levar chifre antes mesmo de casar! — Paula odiava Silvana, do mesmo jeito que odiava Clara.

Era melhor dizer que, desde que envolvesse Clara, ela odiava tudo.

Mariana estava com o rosto resignado: — Você, hein, não tem paciência. Essa Silvana é, no máximo, um brinquedo de homens. Não é novidade que o Sr. José é um mulherengo. No futuro, se você se tornar a dona da família Cruz, não vai importar se esse homem voltar para casa ou não; o importante é ter o poder em suas mãos, e não tentar controlar apenas um homem.

— Eu fico com nojo só de pensar neles na mesma cama. Mãe, eu não quero mais me casar com José Cruz. — Paula nunca quis se casar com essa pessoa. Se ela fosse casar, seria com alguém melhor; ela não via a família Cruz com bons olhos!

— Não faça birra, o fato de José Cruz estar disposto a casar com você já é muito bom, não seja exigente. — Mariana se levantou e foi embora.

E as palavras dela caíram como um balde de água fria, apagando o último fio de esperança de Paula. No fim das contas, desde o incidente de dopar Isaque Alves, ela já havia perdido há muito tempo a oportunidade de um casamento melhor na Cidade Capital.

Mas a culpa era dela?

Não foram todas más ideias dadas por ela mesma?!

Paula, em um acesso de raiva, jogou todos os utensílios da mesa no chão; ela não queria mais aguentar, mesmo sendo sua mãe biológica!

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