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Apenas Clara romance Capítulo 666

Clara levantou a cabeça, olhou para o rosto bonito dele que estava tão perto e sorriu:

— Eu penso assim. Só não sei o que o Presidente Cavalcanti pensa.

Os lábios finos dele se fecharam, e ele não disse nada por um longo tempo.

Clara terminou de aplicar o remédio:

— Chame aquele seu subordinado para entrar e tomar a sopa. Está frio, não quero que vocês tenham vindo à toa.

João Cavalcanti olhou para ela, parecendo pensativo.

Pouco tempo depois.

Fábio Torres sentou-se na cadeira ao lado de João Cavalcanti, olhando em volta e também um pouco ansioso:

— Fico muito feliz em poder provar os dotes culinários da senhora. Presidente Cavalcanti, a comida dela deve ser ótima, não é?

João Cavalcanti lançou-lhe um olhar:

— Nádia Santos não tinha me dito que você falava tanto.

Fábio Torres deu uma risada sem graça:

— Meu avô dizia que eu sou tagarela desde pequeno. É, eu vou tentar mudar isso.

Clara saiu segurando duas tigelas de sopa. Fábio Torres já estava ansioso para experimentar, mas quando viu as coisas brancas flutuando na sopa, que pareciam tofu mas não eram, e cujo cheiro era muito familiar, o sorriso em seu rosto desapareceu aos poucos:

— Isso...

Isso não era sopa de miolos de porco?!

Ele odiava tomar isso desde criança.

Clara puxou a cadeira e sentou-se de frente para eles:

— Não é do seu gosto?

João Cavalcanti mexeu a sopa com a colher. Ele nunca nem sequer tinha visto aquilo antes:

— O que é isso?

Fábio Torres de repente bancou o espertinho:

— Presidente Cavalcanti, isso é uma coisa ótima!

— É mesmo? — João Cavalcanti estava meio desconfiado. Quando tomou o primeiro gole da sopa, seu rosto ficou um pouco feio. Não conseguia engolir, mas também não podia cuspir.

Fábio Torres apertou os lábios e abaixou a cabeça, sem se atrever a olhar para a expressão dele.

— Não está boa? — Clara perguntou em dúvida. — Será que pulei algum passo?

A boca de Fábio Torres se contorceu:

— Senhora, você tirou o gosto forte disso...?

Ela balançou a cabeça seriamente:

— Verdade, não tirei.

João Cavalcanti engoliu a sopa a seco e olhou para eles:

Embora estivesse muito longe de ser Clara, sua expressão e postura eram muito parecidas.

O gerente percebeu algo e sorriu, empurrando a moça para frente dele:

— Sr. José, essa garota é nova no nosso clube, acabou de se formar na universidade!

A garçonete apenas levantou a cabeça com cuidado. Ao ver que a outra pessoa estava a encarando, seu corpo encolheu levemente.

José Cruz de repente ajeitou a postura:

— Qual é o seu nome?

— Sil... Silvana Nunes.

— Chegue mais perto.

Silvana Nunes paralisou, sem se atrever a se mover. O gerente atrás dela a empurrou:

— O que está fazendo? Este é o Sr. José. É muita sorte sua o Sr. José te admirar!

Aquele empurrão quase a fez cair nos braços de José Cruz. Ele a segurou e ergueu o queixo dela com a mão.

O olhar avaliador do homem fez com que Silvana Nunes não ousasse olhá-lo diretamente.

Era como se houvesse uma sensação opressiva vindo direto nela.

Após um momento, José Cruz sorriu de repente e a soltou:

— Silvana Nunes, certo? Quero propor um acordo com você. Não sei se está interessada.

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