Dois dias depois, Yasmin Lopes foi à Delegacia de Polícia para mudar seu depoimento, entregando de forma proativa o histórico de mensagens com Vicente Arruda. O policial encarregado do caso olhou os registros, levantou a cabeça e olhou para a garota à sua frente: — Por que esse histórico de mensagens só foi entregue agora? Você sabe que o falso testemunho que deu da última vez também é um ato ilegal?
Yasmin apertou a alça da mochila nas mãos e não disse nada.
— Considerando a sua pouca idade e o fato de entregar essa evidência por iniciativa própria, daremos apenas um sermão, mas não haverá uma próxima vez. Chame a sua mãe para vir aqui.
Ao receber a ligação da polícia, a mãe de Yasmin chegou à delegacia praguejando. Ao ver Yasmin, apontou o dedo para ela: — Você é muito sem-vergonha mesmo! E eu achando que você tinha sido...
— Familiar, não faça isso, vamos conversar com calma. — O policial se adiantou para impedir.
— O que eu posso dizer? Essa garota aprendeu a enganar as pessoas! E ainda tem a audácia de se encontrar com gente da internet! Se isso vazar, onde eu vou enfiar a cara! — A Sra. Lopes estava agitada; no início, quando sua filha fora atacada e procurou a polícia, ela já se sentia envergonhada ao pensar que isso se espalharia.
E agora era pior, a pessoa que atacou a filha não foi o tal Hector Rocha, e, por vir à delegacia de novo por causa disso, se os vizinhos perguntassem no futuro, ela não teria coragem de responder!
Yasmin não emitiu um som, como se não escutasse a voz da mãe e não visse o humor dela.
Uma policial sentou-se na frente de Yasmin e perguntou gentil e pacientemente: — Você pode nos contar o que aconteceu naquele momento? Fique tranquila, nós com certeza faremos justiça por você.
Yasmin acenou levemente com a cabeça.
...
Fábio Torres soube do novo depoimento de Yasmin na delegacia e logo informou Clara. Mas, ao saber do humor da mãe de Yasmin, Clara hesitou por um segundo: — Ela não bateu em Yasmin, não é?
— Queria bater, mas foi parada pela polícia. Essa mãe, que normalmente não liga para Yasmin, agora que deu problema coloca a culpa em Yasmin, ainda dizendo que Yasmin é indecente. — Mesmo sem estar no local, Fábio já sentia pena de Yasmin apenas ouvindo sobre isso.
Clara virou a cabeça e olhou para Fábio: — Ainda deve dar tempo se formos lá agora.
Yasmin olhou para a própria mãe, incrédula; as lágrimas começaram a cair, uma por uma, e as emoções também desabaram: — Sim, a culpa foi minha! Bem feito para mim! Mas você alguma vez cuidou de mim? Você nunca ligou para mim, só sabia jogar o seu mahjong! As mães dos outros pelo menos avisam os filhos sobre o que é certo ou errado, mas você só me manda não te perturbar!
— Como você ousa responder! — A mãe de Yasmin levantou a mão, pronta para esbofetear Yasmin.
No segundo seguinte, Clara segurou a mão dela: — Sra. Lopes, o que há que não possa ser falado com calma, precisando levantar as mãos?
— Você? — A mãe de Yasmin a empurrou: — Estou educando minha filha, o que isso tem a ver com você?
Clara abaixou os olhos: — Realmente não me diz respeito, mas a sua filha foi enganada e até usada. Ela é a vítima de tudo isso, e a senhora, como mãe, não deveria se importar com ela primeiro?
A mãe de Yasmin riu de repente e virou a cabeça para olhar para ela: — Então foi você que foi à nossa casa naquele dia. Acho que foi você que, para salvar o seu irmão, armou de propósito para prejudicar a minha filha, sem se importar com a reputação dela!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Apenas Clara
Affffff, cobram em dólar pra não continuidade?...
Não tem o restante?...