Às sete da noite, Clara chegou ao lado de fora do salão de banquetes. Ela vestia um casaco de pele cor de vinho por cima e um vestido longo rabo de peixe de veludo preto por baixo. Em meio à multidão glamorosa, ela parecia ter se tornado uma nova paisagem, atraindo os olhares de lado.
Clara tinha acabado de entrar no salão e tentava encontrar a figura de João quando, de repente, a voz de Paula Cavalcanti veio do lado dela: — Clara? O que você está fazendo aqui?
Paula ficou surpresa com a chegada dela.
Embora esse coquetel fosse focado na caridade, não era aberto ao público. Afinal, essa era a "armadilha" que seu pai e a família Cruz montaram de propósito para o João.
Clara não havia sido convidada!
O coração de Paula deu um pulo. Ela não estaria aqui pelo João, não é?
Ela não podia deixar que Clara arruinasse o que eles prepararam!
— Essa é a Clara, a Sra. Cavalcanti?
— Ela não tem um irmão que foi detido por suspeita de estupro? Como ela tem coragem de aparecer aqui?
Ao ouvir as pessoas ao lado mencionarem isso, Paula deu um sorriso frio. — Clara, eu não esperava que você ainda tivesse cara para procurar o meu irmão. O meu irmão já se divorciou de você, e você ainda não larga do pé dele?
— O Presidente Cavalcanti se divorciou dela?
— Não disseram que o Presidente Cavalcanti era dedicado a ela? Parece que os rumores eram falsos, e que é ela quem fica no pé dele.
Paula levantou o queixo, com um olhar satisfeito, desejando que Clara passasse vergonha na frente de todos.
Clara, ao ouvir a zombaria daquelas mulheres, não se irritou, em vez disso, sorriu. — Na verdade, eu vim atrás da sua mãe.
O sorriso de Paula ficou rígido. — Como assim?
— O que foi, a sua mãe está com vergonha de vir me receber? — Clara ergueu as sobrancelhas de forma leviana. — Tudo bem, eu vou procurá-la, vai dar no mesmo.
— Pare aí! — Paula foi até a frente e a impediu. — Quem você pensa que é? Você pode ver a minha mãe quando quiser?
— Eu sou a sua cunhada.
— Vocês já estão divorciados!
— O período de reflexão ainda não acabou. — O rosto de Clara continuava com um sorriso. — Pelo menos, eu ainda sou a sua cunhada agora.
Paula cerrou os dentes e sorriu: — Eu não sabia que você era tão descarada!
Clara acenou com a cabeça. — Ficar junto com o seu irmão há muito tempo faz a gente ficar assim.
— Você...
— Paula, por que você ainda está aqui... — Mariana estava indo procurá-la e, assim que viu Clara, franziu a testa. — O que você veio fazer?
Se fosse um coquetel beneficente da família Cavalcanti, Cesar Cavalcanti estaria lá, mas por enquanto ela só viu Mariana e Paula...
Enquanto Clara tentava decifrar isso, Natan Cavalcanti e as pessoas da família Cruz apareceram.
Natan falava rindo com o patriarca Cruz. Pietro Cruz, Jade Olimpio e José Cruz os seguiam de perto.
Clara rapidamente entendeu o que se passava.
Este era o coquetel que eles e a família Cruz estavam dando!
Quando José a viu, ele congelou de repente, e Jade deu uma olhada para o seu filho e para Clara de novo, sem saber o que estava pensando.
Quando Natan Cavalcanti viu Clara, ficou surpreso e fingiu falar com amabilidade: — É a Clara. O que a traz aqui? Está procurando o João?
— Que procurar o João que nada, ela está procurando a mim. — Mariana puxou subitamente a mão dela. — Clara, não disse que tem que conversar comigo? Vamos lá fora.
Ela estava com pressa para mandá-la embora. Era como se tivesse medo de deixá-la no salão.
Clara pensou que João com certeza não a chamou ali à toa, e ele ainda nem havia aparecido. Os movimentos de Mariana também pareciam muito urgentes. A menos que...
E foi nesse momento que uma mulher vestida elegantemente chegou atrasada. O que surpreendeu Clara foi que aquela mulher era parecida com ela. Até o vestido de gala clássico em tom ciano que ela usou no banquete da Vovó Patrícia dois anos antes foi copiado, incluindo o grampo no cabelo e tudo mais.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Apenas Clara
Affffff, cobram em dólar pra não continuidade?...
Não tem o restante?...