Silvana Nunes subconscientemente abaixou os olhos para evitar aquele olhar agressivo e abriu a boca com hesitação:
— José... Cruz.
Vendo a expressão cautelosa e tímida da outra, José Cruz deu de repente um sorriso autodepreciativo. O que ele estava esperando, afinal?
Não passava de uma farsa com uma pele parecida.
— Deixa pra lá. É melhor você lembrar tudo o que eu te disse hoje. Desde que faça um bom trabalho, o agiota da sua mãe não será problema.
José Cruz entregou um cartão magnético para ela:
— Durante este tempo, você vai morar neste apartamento. Amanhã enviarei pessoas para comprar as coisas que você precisar.
Assim que Silvana Nunes ia pegar com as duas mãos, José Cruz jogou impaciente o cartão nas mãos dela e depois foi embora sozinho, deixando-a para trás.
Olhando para a marca no cartão magnético que pertencia a um condomínio de luxo, naquele momento, ela sentiu um pouco de desprezo por si mesma. Parecia que tinha vendido sua alma e consciência para conseguir tudo isso.
...
Hector Rocha acompanhou Clara até o shopping center para fazer compras. Ao passar por uma loja de roupas de bebê, os olhos de Hector foram imediatamente atraídos pelas roupas infantis na vitrine:
— Irmã, você acha que o bebê na sua barriga vai ser um menino ou uma menina?
Clara seguiu o olhar dele e riu:
— Está com tanta vontade assim de ser tiozinho?
— Vou subir de geração, é claro que quero! — Hector apoiou o queixo e pensou. — Quando chegar a hora, que roupa eu deveria comprar para o meu sobrinho?
Clara respondeu sem saber o que fazer:
— Ainda é muito cedo para pensar nisso agora, a gente vê isso depois.
Mesmo dizendo isso, os dois andaram do quarto ao segundo andar do shopping, e quase todas as lojas que olharam eram de bebês.
Do outro lado, Mariana Ramos estava descendo a escada rolante com uma vendedora carregando várias sacolas grandes e pequenas de marcas famosas, quando virou a cabeça e viu Clara saindo de uma loja de brinquedos infantis com um homem jovem.
Ela inicialmente achou que estava vendo coisas, mas ao olhar mais de perto, era realmente ela!
— Hector, quando estivermos na rua, tenha um pouco de educação. — Clara interrompeu Mariana Ramos calmamente e adotou uma postura de "criticar" Hector. — Especialmente com pessoas mais velhas. Esta é a segunda senhora da família Cavalcanti.
Mariana Ramos parecia só ter escutado as palavras "mais velhas". O que ela mais odiava era que as pessoas falassem sobre sua idade na frente dela!
Ela sorriu de dentes cerrados:
— Clara, não ache que só porque agora você é a herdeira da família Alves, eu vou ter medo de você. Por mais capaz que sua família Alves seja, não vai conseguir fazer nenhuma grande onda na Cidade Capital.
— A segunda senhora está brincando. Parece que desde o começo eu nunca te ofendi, não é mesmo? Pelo contrário, a segunda senhora que tem sido sempre agressiva. — Clara continuou sorrindo. — Isso até me deixa sem jeito. Até pensei que minha família Alves fosse tão poderosa a ponto de fazer a senhora ter tanto receio.
Mariana Ramos escondeu o sorriso e bufou:
— Não fique tão orgulhosa. Quando eu acabar com o João Cavalcanti, vou acabar com você aos poucos.
Ela virou a cabeça com arrogância e foi embora direto.
Clara franziu a testa, e nesse momento de repente se lembrou do noivado entre Paula Cavalcanti e José Cruz. Parecia que a família de Mariana Ramos tinha se aliado à família Cruz para lidar com João Cavalcanti.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Apenas Clara
Affffff, cobram em dólar pra não continuidade?...
Não tem o restante?...