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Apenas Clara romance Capítulo 665

João Cavalcanti desabotoou o casaco e, antes que ele pudesse se levantar do chão, montou em cima dele e deu outro soco em seu rosto. O som abafado dos ossos se chocando foi muito nítido.

O rosto dele virou para o lado, e seu nariz sangrou. Quando João Cavalcanti ergueu o punho novamente, ele tossiu cuspe com sangue e riu de forma ainda mais insana:

— Se você tem coragem, me mata.

A raiva nos olhos de João Cavalcanti quase transbordava, e os nós de seus dedos ficaram brancos por apertar os punhos. Ele levantou a mão e desferiu outro golpe.

Mas desta vez, não acertou o rosto de José Cruz, mas sim o chão ao lado da orelha dele. Era possível sentir até a vibração dos ossos dele batendo contra o chão.

Seus olhos estavam vermelhos de fúria, mas ele não havia perdido totalmente a razão.

Ao ver isso, José Cruz zombou:

— Olhe para você agora, ainda consegue me encostar um dedo?

— Você ainda não é digno de morrer pelas minhas mãos.

A voz de João Cavalcanti soou fria como gelo. Ele se levantou, olhando de cima para baixo José Cruz, que se apoiava lentamente no chão para sentar:

— Quer seja Zeno Cruz ou você, eu nunca dei a mínima.

José Cruz limpou o sangue no canto da boca e levantou-se cambaleando:

— João Cavalcanti, não fique tão orgulhoso.

— Presidente Cavalcanti...

Quando um rapaz jovem chegou correndo, viu apenas essa cena.

José Cruz foi embora com uma aparência miserável, enquanto os nós das mãos de João Cavalcanti estavam manchados de sangue. O rapaz rapidamente se aproximou para checar:

— Presidente Cavalcanti, o que aconteceu com a sua mão...

— Não é nada. — João Cavalcanti não se importou com aquela dor. Ao se virar em direção a Clara, tirou o casaco rapidamente e a cobriu sobre as roupas levemente amassadas dela.

Clara pôde perceber que a mão dele estava tremendo e sua aura opressiva estava muito baixa.

— Ahn, esta é... a senhora, certo? — O rapaz coçou a cabeça e sorriu. — Não é à toa que estava com tanta pressa.

Clara se acalmou e olhou para o jovem. Era um rosto que ela nunca tinha visto antes.

— Que senhora o quê, nós nos divorciamos. — Ela retrucou.

O rapaz ficou constrangido.

João Cavalcanti olhou para ele:

— Fábio Torres, durante este período, você ficará encarregado de vigiar os arredores.

— Dói. Vai enfaixar para mim?

Ela não disse nada e virou-se para entrar na casa.

O canto da boca dele subiu levemente. De repente, viu uma poça de vômito no chão. Ele franziu um pouco as sobrancelhas e olhou para ela.

Clara pegou o kit de primeiros socorros no armário e indicou para ele se sentar à vontade.

Depois que ele se sentou, ela usou álcool para desinfetar a superfície do ferimento.

João Cavalcanti ficou olhando para o rosto dela abaixado e perguntou com uma voz rouca:

— Você não vai me perguntar nada?

Não perguntar por que ele queria se divorciar dela.

Não o odiava?

— Não tenho nada para perguntar. — Clara nem sequer levantou os olhos, limpando cuidadosamente enquanto dizia. — Além disso, o divórcio até que é bom. Cada um tem suas próprias coisas para se ocupar, não há necessidade de se acomodar ao outro. Você não precisa se preocupar comigo, e eu também não preciso me preocupar com você. Ótimo, não é?

O corpo dele se inclinou um pouco mais na direção dela:

— Você realmente pensa assim?

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