— Quer que eu liberte os reféns? Tudo bem.
— Mas eu quero o homem que fugiu do barco agora há pouco.
A voz de Carlos carregava um ódio profundo.
— Faça com que ele rasteje de volta com as evidências que roubou de mim, e eu aceito suas condições.
— Uma pessoa por vinte pessoas. É uma excelente troca, não acha?
O Capitão Farias ficou em silêncio por um longo período.
— Eu preciso de um tempo para pensar.
Carlos: — Dou a você meia hora. Depois disso, a cada dez minutos, matarei uma pessoa.
— Vinte minutos, duas pessoas.
— Deixe-me adivinhar, em quanto tempo você verá todos flutuando num mar tingido de vermelho?
— Oh, parece que serão três horas e cinquenta minutos.
Carlos sorria zombando com frieza da polícia.
— Não pensem em tentar invadir sorrateiramente. Já mandei homens para a sala de máquinas, onde estão armazenados combustíveis de alta pressão. Se o seu pessoal ousar subir, eu explodo tudo com uma faísca.
— Feito fogos de artifício, fiu, bum!
O silêncio reinou nos barcos de patrulha e na sala de comando.
Ninguém duvidava da coragem desesperada daquele bando.
Júlia Guedes agarrou o pulso de Sérgio Santana.
Sérgio Santana deu tapinhas leves na mão dela.
— Não tenha medo.
O tempo ia passando, minuto após minuto.
Sérgio Santana podia ouvir o Capitão Farias conversando com especialistas, procurando checar a viabilidade de várias estratégias de ação.
No entanto, nenhum dos planos era infalível.
Sérgio respirou fundo e pediu novamente o rádio emprestado do subcapitão.
— Capitão Farias, eu me voluntario para ir.
— De jeito nenhum!
Júlia entrelaçou ambas as mãos no braço de Sérgio Santana.
Se na vez anterior fora uma aposta de que o inimigo não descobriria a tática da polícia...

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