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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 475

Tudo porque a figura dos dois era no mínimo peculiar.

À primeira vista, pareciam um Transformer.

Dora, que segurava uma Maçã do Amor na mão, soltou um 'Uau!'.

— Que brincadeira é essa? A Dora pode brincar também?

Dona Helena exclamou:

— Ai meu Deus, põe a Julinha no chão logo, que falta de modos! Com esse tempo escorregadio, cair sozinho já é ruim, mas imagina se você cai segurando ela!

A voz de Júlia soou abafada.

— Me salva, avó.

Mas Sérgio já estava subindo as escadas com ela no ombro.

Os enfeites do cabelo de Júlia foram caindo.

Enquanto os dois iam na frente, Dora os seguia juntando tudo pelo caminho. A cena era cômica demais.

Com o mundo girando ao seu redor, Júlia despencou na maciez da cama.

— Sérgio Santana, seu imbecil!

— Hum, a minha esposa tem toda a razão.

Desde que Sérgio a chamara daquela maneira no carro, parecia ter desbloqueado um poder oculto, repetindo a palavra com cada vez mais fluidez.

Rangendo os dentes de raiva, Júlia agarrou um travesseiro e jogou nele.

Rindo, Sérgio entrou no banheiro e torceu uma toalha molhada com água quente.

— Tira as meias.

— Pra quê?!

— Seus pés estão gelados, pra quê?

Ele imitou o tom indignado de Júlia, irritando-a ainda mais.

Ao vê-la cruzar as pernas, bufando de raiva, Sérgio se deu por vencido.

Abaixou a cabeça, rindo descontroladamente.

Júlia o expulsou do quarto, vestiu o pijama, tirou a maquiagem e desceu correndo para assistir ao resto da programação da TV com a filha.

E também entregou o envelope vermelho com dinheiro de Ano Novo para a avó.

Durante a noite toda, não dirigiu nem mais uma palavra a Sérgio.

Antes de dormir, deitou-se ombro a ombro com a filha na cama.

Dora perguntou:

— Mamãe, o papai foi malvado com você hoje?

E logo depois fez um 'ah' baixinho:

— Ah, entendi, ele não estava sendo malvado, estava tentando deixar a mamãe feliz.

Júlia tocou levemente na pontinha do nariz da menina com o dedo:

— Sua traidorazinha. Já está defendendo o papai tão rápido assim?

— É aquela velha que ficou falando mal dos outros da última vez.

A expressão de Júlia esfriou de imediato.

Não seria Simone Santana?

— Ela ainda trouxe o bebê.

Dora narrava com uma riqueza de detalhes teatrais:

— O papai disse, disse que o titio é um Bebêzão, e que quando ele fica chateado faz igual a mim e corre pra contar pra mamãe.

Desta vez, Júlia entendeu perfeitamente.

Aproveitando o Ano Novo, Simone Santana havia trazido a família toda até a porta deles para causar confusão!

Júlia lavou o rosto apressadamente.

Ao descer as escadas, deparou-se exatamente com aquela voz ácida e mordaz.

— Mãe, o que a senhora está dizendo? É época de Ano Novo.

— Não é como se nossa família não tivesse filhos. Se a senhora quer passar o Ano Novo com o neto e a, e a... ex-mulher dele, tudo bem, mas não precisa expulsar quem veio desejar boas festas, né?

— Por acaso a vagabundinha da Júlia Guedes também está aqui?

— Heh, eu bem que disse. Se não fosse por ela, a senhora jamais rejeitaria o próprio filho. Tudo bem que ela enfeitiçou o Sérgio e roubou a alma dele, mas a senhora já tem idade suficiente para abrir bem os olhos e enxergar a verdade.

Sérgio perguntou num tom gélido e cortante:

— Quem foi que você chamou de vagabundinha?

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