Luana enviou um sticker: "Socorro.jpg"
Júlia soltou um suspiro de frustração.
Alguns itens depois, Luana se encantou por um colar de alta costura cravejado de diamantes, em formato de flores de macieira.
Luana abriu com um lance de um milhão e cem mil.
Júlia levantou a placa algumas vezes, até chegar aos dois milhões.
— O Sr. Cavalcante oferece três milhões.
— O Sr. Santana oferece cinco milhões.
Júlia franziu a testa.
Embora o bolso já começasse a pesar, ela decidiu seguir em frente.
— O assento confidencial, Sr. J, oferece seis milhões. Seis milhões, dou-lhe uma.
— O Sr. Cavalcante oferece sete milhões.
— O Sr. Santana oferece dez milhões.
— O Sr. Cavalcante oferece onze milhões.
— O Sr. Santana oferece quinze milhões...
Júlia cerrou os dentes.
Com raiva, ela bateu a placa de lance na mesa com força.
Que pesadelo!
Aquele colar, na melhor das hipóteses, não valeria mais de cinco milhões.
Sem conseguir aguentar mais, Júlia pediu ao garçom ao lado que trouxesse alguém até o camarote.
Alguns minutos depois, Sérgio subiu as escadas.
Ele empurrou a porta. Seus olhos se iluminaram ao ver Júlia, mas ele imediatamente assumiu uma postura contida, pressionando os lábios.
— Obrigado por aceitar me ver...
— Obrigado uma ova!
Júlia fuzilou Sérgio com os olhos.
— Eu estava dando lances para ajudar a Luana. O que você acha que está fazendo?!
Ao receber aquela bronca surpresa, Sérgio ficou plantado no lugar, atônito.
Encarou os próprios sapatos por um bom tempo, tentando reprimir a mágoa.
— Eu pensei que você tivesse gostado.
— Eu fiz algo de errado?
A garganta de Sérgio se moveu, e seu olhar assumiu uma expressão nervosa e desesperada.
— Desculpa.
Júlia levantou o olhar.
Toda a fúria dentro dela parou de repente.
Não pôde deixar de balançar a cabeça, sentindo uma vontade enorme de rir.
Ela nunca havia visto Sérgio tão perdido.
Deixou escapar: — Você é um idiota mesmo.
Sérgio viu a curva suave dos olhos de Júlia enquanto ela ria.
Uma onda de doçura inundou seu coração.
Agora que entendia toda a história, Sérgio decidiu que se divertiria um pouco.
Ainda se lembrava muito bem de quando Tiago o chamara de desgraçado e de como se banqueteara com a comida que Júlia fizera com as próprias mãos, chegando até a mandar mensagem para provocar.
Sérgio se acomodou no sofá do camarote.
Cruzou as longas pernas confortavelmente.
O terno preto sob medida realçava seu físico esbelto, e isso, combinado com a postura reservada e milionária, fazia com que qualquer um quisesse dar uma segunda olhada.
Ele acenou com a mão.
O atendente responsável pelos lances, claro, o reconheceu de imediato e curvou-se em sinal de respeito: — Sr. Santana, às suas ordens.
Sérgio curvou os lábios em um sorriso e apontou para o assento de Tiago, lá embaixo: — Aquele homem ali. Consegue vê-lo?
— Sim, é o Sr. Cavalcante.
— Ótimo. — Sérgio apoiou o queixo em uma das mãos.
— Abra o crédito ilimitado. Ofereça lances ilimitados até arrematar tudo que ele quiser.

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