Quando Júlia viu os preços das ações hoje, adivinhou que havia sido obra de Sérgio Santana.
Ele fez essas coisas sem informar a ninguém com antecedência.
Júlia só percebeu quando viu as ações do Grupo Franco caírem, e qualquer coisa que dissesse seria tarde demais.
Arthur Franco levantou-se junto com Lucas para se curvar diante de Júlia.
O rosto de Lucas mudou de cor.
— Pai! Nós concordamos antes de sair, íamos falar de negócios! Por que está fazendo isso?
— Cale a sua boca.
Arthur repreendeu o filho.
Júlia também não se sentiu bem com aquilo.
Mas devia ela culpar Sérgio por tomar decisões por conta própria?
Não parecia certo.
Júlia finalmente sentiu que, se ocupasse aquela posição, seria arrastada para a frente pelo capital.
Ela não podia simplesmente sorrir para Arthur e permitir que ele a atacasse novamente.
Nem podia pedir a Sérgio que parasse devido ao seu relacionamento com Lucas.
Arthur apresentou suas condições.
Ele garantiria que não usaria mais as ações de Júlia para criar problemas e, se ela quisesse, compraria as ações diretamente a preço de mercado.
— Em contrapartida, a Oceano vai absorver os projetos nas mãos do Grupo Franco em nome de uma cooperação. Embora se chame cooperação, quem terá mais lucro será a Oceano.
Arthur mostrou sinceridade suficiente.
— Além disso, também posso garantir ao Diretor Santana que o moleque do Lucas não aparecerá mais na sua frente para ser um incômodo.
— Pai, o que você está dizendo? Quando eu concordei com isso?
Lucas levantou-se bruscamente.
— Fale de negócios se quiser, mas por que está usando os meus sentimentos pela Júlia como argumento?
— Você nem sabe que tipo de pessoa é o Sérgio, e como ele tratou a Júlia!
— Eu também não vou vender meus sentimentos pela empresa!
Arthur levantou-se e deu um tapa forte na nuca de Lucas.
Ele também se irritou.
— Sentimentos, sentimentos, você só pensa em sentimentos!
Ele agarrou o pulso de Lucas e o puxou, milímetro por milímetro.
— Eu já te avisei antes, alguém que não consegue lidar nem com a própria família, que é forçado a ir para o exterior com duas palavras e que não consegue nem recuperar o próprio passaporte, não tem o direito de falar de amor.
— Você acha que o seu sentimento é puro e muito sincero, não é?
— Ou você acha que basta ser bom para a Júlia?
Lucas foi atingido no ponto fraco, e seu rosto se contorceu levemente.
— Pelo menos eu não me envolveria com os outros e não faria com que ela ficasse triste!
— Não a ignoraria, não esqueceria do que ela gosta, nem esqueceria o aniversário dela.
Ele também mirava direto no coração de Sérgio.
— Sim, você não faria isso, você simplesmente não tem capacidade.
As palavras de Sérgio ficavam cada vez mais pesadas.
— Você só sabe dizer que a ama, mas quando o Arthur Franco a usa, não consegue fazer nada.
— Está se sentindo injustiçado?
— Então eu te pergunto, se quando você foi para o exterior eu realmente tivesse trancado a Júlia na mansão, o que você poderia fazer?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ame-me Outra Vez, Minha Ex!