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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 389

Quando questionada, Dora se escondeu sem jeito atrás de Tati.

Ficou com vergonha de admitir.

Murmurou baixinho:

— Eu ainda não terminei de falar... Papai... Tio.

Tati, vendo que ele estava bem, sorriu.

— Diretor Santana, a Dora está brincando com o senhor.

— Desde aquele dia do acidente, quando ela soube que o senhor a protegeu junto com a Sra. Júlia, ela chorou muito.

Tati deu tapinhas nos ombros de Dora.

— Você não disse que quando o papai acordasse, ia contar histórias pra ele?

Dora fechou a boca e balançou a cabeça.

— Não disse não, você ouviu errado!

Tati estava morando na mansão nos últimos dias.

Embora ganhasse um salário dobrado e estivesse feliz, não era mais conveniente ficar lá, agora que Sérgio tinha retornado.

Explicou brevemente o progresso dos estudos de Dora e se despediu.

Sérgio estendeu a mão:

— Venha cá.

Dora não estava acostumada a ficar sozinha com ele.

Olhou para o quarto da bisavó e para a porta, sem ver o sinal da mãe.

Sérgio não conseguia ficar de pé por muito tempo.

Sentou-se no sofá.

Dora, ao ver que a figura alta dele havia diminuído pela metade, se aproximou lentamente e tocou a barriga de Sérgio.

— Papai Tio, está doendo?

Sérgio fingiu sentir dor e sibilou.

— Melhorou um pouco quando a Dora chamou de papai, mas quando acrescentou "tio", doeu.

— Então a Dora assopra. Papai, não coma mais tomate, tá bom?

Sérgio não entendeu e perguntou:

— Por quê?

— Porque a mamãe disse que você comeu muitos, muitos tomates naquele dia, até escorreu suco de tomate na batida.

Sérgio quase não sabia se ria ou chorava.

Ele podia imaginar.

Júlia devia ter dito aquilo porque temia que a filha ficasse traumatizada.

Mas a expressão de Dora era muito cautelosa.

Sérgio imaginava que ela devia saber a verdade, mas estava com tanto medo que preferia acreditar naquela mentira inocente.

Sérgio notou que as mãos de Júlia também estavam enfaixadas.

Puxou-as para olhar.

Júlia se sentiu picada pelo olhar de pena dele e travou.

Desde que voltou para a mansão dessa vez, embora estivessem vivendo sob o mesmo teto, não havia tido nenhum contato íntimo.

Tocar subitamente a mão de Sérgio...

Deu a ela uma sensação familiar, porém estranha.

Júlia puxou a mão de volta em silêncio:

— Por que teve alta tão cedo?

— Preocupado com a empresa.

Ele disse isso, mas seus olhos estavam fixos em Júlia.

— Mais preocupado com você.

Se fosse no passado, Júlia com certeza acharia que era mentira.

Agora, já não tinha tanta certeza.

— Sobre aquele dia, obrigada.

— Se não fosse por você, eu e a Dora provavelmente estaríamos...

— Não fale bobagem.

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