— Acredito que o senhor não pretendia usar apenas a sua palavra, não é mesmo? Para acusar uma Luna, é necessário mais do que apenas falar — o Ancião disse. — Maa é claro que isso não é algo que eu precise lhe lembrar. O senhor foi o Conselheiro por anos, do ShadowBlood.
Jamil sabia. Claro que sabia. Acusar alguém de posição superior, sem provas, era o mesmo que condenar a si mesmo.
Enquanto esteve isolado, ele teve tempo para pensar. E, sendo como era, ele não estava despreparado.
— A Luna Bellanti aproximou-se de mim, pedindo Conselhos — ele disse, baixo. — Não vi problema, afinal, o LongFang estava passando por algumas questões delicadas.
Ele se referia à fuga de Lucretia e, depois, o retorno dela como noiva de Rhys, o confronto com Deidra e Kolby.
— Prossiga. — O Ancião moveu a mão, mantendo a expressão séria.
Jamil umedeceu os lábios.
— Ela estava preocupada com a reputação do bando. E da filha dela, pois ouvia os cochichos sobre ela ser não só a amante, como também uma assassina.
Lucretia pensou consigo mesma que Deidra tinha seguido os passos da mãe, e era natural que as pessoas falassem aquilo. Então, ela franziu a testa. Deidra. Ela não estava em lugar algum.
— Eu disse que as pessoas acabam falando demais, porém, depois se aquietam. E, gostando ou não, aceitam a realidade.
Sim, todos falavam mal de Jeane pelas costas, mas mantinham o mínimo de decoro por ela ser a esposa do Alfa.
— E o senhor a aconselhou?
O Ancião o olhava com perspicácia.
— Sim. Disse que ela deveria deixar as coisas tomarem o rumo delas. Evitar mais escândalos. Manter a descrição pelos próximos meses. E tudo entraria nos eixos.
— Mas pelo que ouvimos naquele vídeo, não foi isso o que estavam planejando fazer. Diga-me, Jamil Graham, como chegaram à conclusão de que o melhor caminho era envenenar o Alfa Bellanti, a filha mais velha e herdeira dele e… assumir a posição de Supremo?

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