— Ben Duran — Jamil chamou, a voz como um sussurro de serpente.
Ben levantou o rosto, os olhos fundos.
— Eu já disse a eles, Conselheiro. Eu não mandei ninguém sequestrar a Luna. Eu não organizei o ataque ao casamento. Eu fui para aquela casa porque me disseram que a senhorita Lucretia precisava de ajuda!
Apesar de tudo, apesar de ver Lucretia como a mulher que levou problemas a Deidra, e por ter feito com que ele perdesse o cargo dele, Ben ainda era leal ao bando.
Jamil sorriu, uma expressão gélida que nunca mostrava a Rhys ou Lucretia.
— Eu sei que você é inocente, Ben.
O ex-guerreiro piscou algumas vezes, com um só olho, já que o outro estava mais do que inchado.
— Sabe? Então… então por que não me ajuda a sair daqui?
— Por quê? — Jamil perguntou e soltou uma risada contida. — Eu mesmo plantei as evidências na sua casa.
Ben arregalou os olhos e avançou contra as grades, sem conseguir chegar perto devido às correntes, mas ainda assim, Jamil recuou calmamente.
— Por quê? — Ben sibilou. — Eu sempre fui fiel ao bando LongFang! Nunca fiz nada para prejudicar o ShadowBlood!
— Exatamente por isso. Você era fiel demais. Precisávamos de um culpado que ninguém questionasse, e um ex-Delta amargurado era perfeito. Agora, continue fazendo o seu papel. Se você tentar me denunciar, alguém de confiança e com poder cuidará para que sua família no LongFang sofra as consequências. A Luna Lucretia acredita que você é o vilão, e enquanto ela focar em você, ela não verá o que está bem debaixo do nariz dela.
Jamil saiu das masmorras, cruzando com Martin no salão principal. O Beta estava encostado em uma pilastra, observando a movimentação dos novos protegidos humanos.
— Onde estava, Jamil? — Martin perguntou, o tom de voz neutro, mas os olhos atentos.


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