— Ivana, quem te deu permissão para andar por aí? — Débora se aproximou rapidamente, mas era tarde demais para impedi-la.
Ivânia já havia entrado no escritório.
— Débora, prepare um café para ela. — O rosto de Otoniel estava sombrio, e ele olhou para Débora com desaprovação, culpando-a claramente por sua negligência.
— Sim, sim, Sr. Serpa. — Débora lançou um olhar furioso para Ivânia antes de se virar e sair.
Logo, ela voltou com uma xícara de café fumegante e a colocou na mesa de centro em frente a Ivânia.
— Srta. Paiva, seu café. — Disse Débora, mas não saiu.
Em vez disso, ficou olhando fixamente para Ivânia e para a xícara de café à sua frente.
De repente, muitas memórias surgiram na mente de Ivânia.
Ivana, com boas intenções, levava comida para os funcionários da empresa.
Débora e os outros não só não apreciavam, como também manchavam sua cadeira com tinta vermelha, dizendo que ela havia sujado a roupa com a menstruação, que nojo.
Chegaram a colocar algo em sua água, fazendo-a vomitar e ter diarreia.
Ivânia pegou o café à sua frente, levou-o ao nariz e cheirou.
Embora não soubesse o que havia sido adicionado, o cheiro estava claramente errado.
— Que cheiro de mijo é esse neste café? Débora, você urinou nele?
— O... o que você está dizendo! — O rosto de Débora ficou instantaneamente vermelho, mas seus olhos mostravam culpa.
O café realmente continha água do vaso sanitário, mas ela não esperava que Ivânia a expusesse de forma tão direta e vulgar.
Antes, Ivânia era sempre tímida e, mesmo quando sofria bullying, não ousava dizer uma palavra.
— Já que não há nada de errado com o café, então toma. — Ivânia empurrou a xícara em direção a Débora.
Débora permaneceu imóvel, rígida.
Vendo isso, Ivânia zombou.
— Não ousa beber, é? Parece que colocou algo que não devia aí dentro. Débora é uma graduada da Ivy League, deve saber que envenenamento acarreta responsabilidade legal, certo?

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