Talvez fosse porque Ivana amava tanto Otoniel que ele se sentia tão seguro, pensando que ainda podia ameaçá-la.
Mas Ivânia não era Ivana.
Ela sorriu e assentiu.
— Certo, peça ao advogado para redigir o acordo. Posso assinar agora mesmo.
Otoniel ficou pasmo.
Ele não esperava que Ivânia realmente ousasse deixá-lo.
Mas, uma vez que as palavras foram ditas, ele se viu em um beco sem saída.
O advogado, vendo a situação, interveio para acalmar os ânimos.
— Sr. Serpa, Srta. Paiva, o casamento é um assunto sério, não uma brincadeira. Aconselho que ambos se acalmem. Que tal encerrarmos por hoje e conversarmos novamente quando estiverem mais calmos?
Otoniel concordou prontamente.
Ivânia sabia que não chegariam a uma conclusão naquele dia e assentiu com indiferença.
Seja no tribunal ou em uma mediação privada, nada se resolvia de uma hora para outra.
Ivânia não estava de bom humor e saiu do tribunal sozinha.
Uma Mercedes G500 preta estava estacionada ao pé da escadaria.
A janela do passageiro desceu, revelando o perfil marcante de Jefferson.
— Entre.
Ivânia abriu a porta do passageiro, entrou no carro e colocou o cinto de segurança.
— Para onde? — Ele perguntou.
Ivânia hesitou por um momento.
Ela percebeu subitamente que, além da casa da família Torres e do dormitório da escola, a verdadeira herdeira da família Torres, a noiva do novo gênio da tecnologia, não possuía um único imóvel em seu nome.
Não era de se admirar que Ivana se sentisse tão insegura; se fosse expulsa, ficaria sem teto.

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