Otoniel ouvia o zumbido constante vindo da plateia, sentindo-se como se estivesse sentado em pregos.
A boa imagem que ele se esforçou tanto para construir com o público desmoronou em um instante.
— Calem a boca! Não ousem xingar meu irmão. Meu irmão não pediu para a Ivana nos ajudar, foi ela que se ofereceu. Por que ela deveria receber o dinheiro do meu irmão agora?
Priscila, sentada na plateia, ficou furiosa ao ouvir todos falando mal de seu irmão e se levantou, gritando.
— Priscila, sente-se. Você não tem o direito de falar aqui. — Natália puxou a filha de volta para o assento, repreendendo-a severamente.
No entanto, as palavras de Priscila já haviam provocado a ira do público.
— Ajudar na dificuldade é raro, e ainda falar assim depois de receber ajuda. Essa família toda é de ingratos.
— Exato, não têm medo do carma falando assim.
— Ouvi dizer que a família Serpa faliu porque aquele Reinaldo era um criminoso. Tal pai, tal filho, todos uns canalhas.
— De agora em diante, vamos boicotar os produtos do Grupo Serpa.
...
— Silêncio. — A voz séria do juiz ecoou, e a plateia voltou a ficar em silêncio.
Em seguida, o advogado de Otoniel solicitou um recesso temporário.
Os dois saíram do tribunal e pararam em um corredor tranquilo.
O advogado disse a Otoniel com seriedade:
— Sr. Serpa, eu o avisei que as provas do autor neste caso são irrefutáveis e que nossas chances de ganhar são baixas. Mesmo que o comprovante de transferência fosse realmente da Srta. Torres, ela não teria como provar.
Além disso, com base em sua experiência, o advogado suspeitava que Graciele estava mentindo.

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