Ivânia não sabia por que o instrutor de artes marciais a estava alvejando deliberadamente, e com tanta força, mas ela detestava valentões que oprimiam os mais fracos, especialmente homens que agrediam mulheres.
Venâncio ficou surpreso ao ver que Ivânia não foi arremessada pelo chute.
— Ora, vejam só, você sabe lutar. Então hoje vou treinar a sério com você.
Ivânia sorriu friamente e assentiu.
Enquanto girava os pulsos e tornozelos para se aquecer, ela respondeu.
— Claro. Mas, vendo sua idade, seus ossos já devem estar fracos. Se eu te machucar ou te aleijar, não me responsabilizo.
Ivânia devolveu as palavras de Venâncio na mesma moeda.
— Que audácia. — Venâncio ficou furioso e lançou um soco em direção ao belo rosto de Ivânia.
Ivânia se esquivou com agilidade, trocando golpes rápidos e firmes com Venâncio.
Então, aproveitando uma oportunidade, ela agarrou o pulso dele com uma mão e, usando sua técnica, o arremessou para longe.
O corpo de Venâncio cambaleou para a frente e, antes que pudesse se firmar, Ivânia levantou a perna e deu um chute forte em suas costas.
Ele caiu de cara no chão, de forma desajeitada e humilhante.
— A vitória é minha. O senhor não está em boa forma hoje, ou não tomou café da manhã? Mal consegue ficar de pé. — Ivânia se aproximou de Venâncio, olhando-o de cima, com seus belos olhos exalando arrogância.
Venâncio sentia dor por todo o corpo.
Mesmo que não tivesse quebrado nenhum osso, seu pulso certamente estava deslocado.
Ele se levantou do chão com uma expressão sombria, demorou um pouco para se recompor e saiu cabisbaixo.
O Diretor Coelho, que inicialmente não tinha expectativas sobre a atuação de Ivânia, ficou com os olhos brilhando ao ver seus movimentos de luta fluidos e precisos.
Ivânia tinha belos olhos, uma aparência sedutora, mas seus movimentos de luta eram limpos, ágeis e imponentes.



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