— Não é nada, apenas não vou com a cara dela. — Disse Ivânia, guardando o punhado de cabelo que arrancou em sua bolsa.
Depois, abriu a porta do carro e entrou.
O Bentley preto saiu lentamente da propriedade da família Torres, em direção à da família Serpa.
O banquete de aniversário da Natália estava lotado de convidados e muito animado.
Otoniel foi estacionar o carro, enquanto Priscila, de mãos dadas com Graciele, foi diretamente até Natália.
— Mãe, eu trouxe a Graciele.
— Sra. Serpa, desejo-lhe felicidade, saúde, paz e alegria. — Disse Graciele com um sorriso gracioso e elegante, entregando o presente com todo o respeito.
Natália apenas lhe lançou um olhar indiferente e, ao receber o presente, entregou-o imediatamente à empregada.
— Obrigada.
Ivânia vinha logo atrás delas, sem pressa, e quando Natália a viu, um sorriso afetuoso imediatamente floresceu em seu rosto.
— Ivana, você veio! Deixe-me te ver bem. — Natália segurou a mão de Ivânia, olhando-a de cima a baixo. — O tempo realmente te fez bem, você está cada vez mais bonita.
Embora o rosto fosse o mesmo da sua versão anterior, o temperamento de Ivânia era notavelmente diferente.
Era nobre e indomável, e seus belos olhos brilhavam intensamente.
— Sra. Serpa, feliz aniversário. — Disse Ivânia respeitosamente, também entregando o presente que havia preparado.
Era um pacote de aparência bastante comum, não era possível dizer o que havia dentro.
Priscila revirou os olhos com desdém e zombou.
— Mãe, o presente que a Graciele te deu foi um par de pulseiras de jade branco com nuances verdes, que ela e meu irmão escolheram pessoalmente, valendo alguns milhões. O que a Ivana deu desta vez? Não me diga que é outra porcaria feita à mão por ela.
Nos anos em que a família Serpa esteve em decadência, a vida era difícil.
Todo o dinheiro que economizavam era para Otoniel usar em seus negócios.

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