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A Morte Também É Renascimento romance Capítulo 38

Hugo olhou para Ivânia com raiva, seu olhar hostil.

Ivânia, que bebia seu café, apenas curvou os lábios em um sorriso.

Então, sem aviso, ela atirou a xícara em Hugo.

Hugo não foi rápido o suficiente para reagir e não conseguiu se esquivar.

A xícara o atingiu no peito, e o café respingou sobre ele, causando uma dor ardente.

— Ivana, você está louca? — Hugo se levantou do sofá, parecendo que ia devorá-la de raiva.

— Desculpe, minha mão escorregou. — Ivânia se desculpou sem sinceridade. — Mas, o irmão é tão tolerante, não vai se prender a um detalhe tão pequeno, vai?

— Você! — O peito de Hugo estava encharcado, ele se sentia humilhado e tremia de raiva.

— "Você" o quê? No meu dicionário, não existem as palavras "tolerância e generosidade". Ser tolerante e generoso significa se sacrificar para agradar aos outros. Por quê?

— Você... é incorrigível. — Hugo, sem palavras de raiva, disse isso e saiu rapidamente.

— Hugo, você se machucou? — Graciele, com uma expressão de extrema preocupação, seguiu Hugo escada acima.

— O jantar está pronto? Estou com fome. — Ivânia se virou para a empregada.

Mais do que se Hugo estava ferido, ela se preocupava com o que haveria para o jantar.

— Já está pronto, senhor, senhora. Podemos servir agora? — A empregada, percebendo a tensão no ar, perguntou, hesitante.

— Comam vocês. — Sérgio, também furioso, se levantou com o rosto lívido e saiu.

Yasmin também não tinha apetite e seguiu Sérgio para o quarto.

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