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A Morte Também É Renascimento romance Capítulo 354

Talvez a voz de Eduardo estivesse alta demais.

Os guarda-costas do lado de fora ouviram o barulho e entraram apressados.

Só então perceberam que Ivânia havia desaparecido.

— Fiquem todos na porta! Uma pessoa sumiu e vocês nem perceberam? — Eduardo estava em pânico, descontando sua raiva nos seguranças.

Após seu ataque de fúria, ordenou o bloqueio imediato do restaurante.

Ninguém poderia entrar ou sair.

Em um instante, o restaurante virou um caos.

Muitos clientes estavam extremamente insatisfeitos.

Eduardo não se importava com mais ninguém.

Ele passou mais de dez minutos ao telefone, mas Ivânia parecia ter evaporado.

Desapareceu sem deixar rastros.

O gerente do restaurante verificou as gravações de segurança.

Não havia câmeras dentro da sala privada.

Mas, em todas as câmeras externas, não havia sinal de Ivânia.

Enquanto Eduardo estava desesperado, Jefferson chegou com seus homens.

Entre os guarda-costas de Ivânia, havia infiltrados de Jefferson.

Por isso, assim que algo aconteceu com ela, Jefferson recebeu a notícia imediatamente.

Ele caminhou até Eduardo.

Estendeu a mão e agarrou o colarinho dele.

A força era tanta que Eduardo quase não conseguia respirar.

— Eduardo, se acontecer algo com ela, eu não vou te perdoar. — Os olhos de Jefferson estavam avermelhados, com uma crueldade nunca vista antes.

Ao terminar de falar, empurrou Eduardo para longe.

Em seguida, guiado pelos seguranças, entrou na sala privada onde Ivânia havia sumido.

— A Srta. Paiva desapareceu exatamente nesta sala... — O segurança relatou a Jefferson tudo o que aconteceu desde a chegada ao restaurante, sem omitir detalhes.

Jefferson ouvia enquanto procurava pistas pelo quarto.

Xícaras de chá usadas.

O incenso queimando.

As janelas fechadas.

Ele inspecionou tudo meticulosamente.

— Eu também bebi o chá e fiquei neste quarto o tempo todo, não deve haver problema... — Eduardo começou a dizer, mas parou ao ver Jefferson largar o incensário.

Jefferson virou-se para o segurança.

Jefferson puxou uma cadeira e sentou-se ao lado da cama.

— Acorde-o. — Ordenou ao segurança ao seu lado.

O segurança assentiu.

Caminhou até o bebedouro e retirou o garrafão de água.

Carregou-o até a cama e despejou a água diretamente no rosto de Amadeu.

A boca do garrafão era pequena, e a água fluía com um som gorgolejante.

No início, Amadeu não reagiu.

Mas depois de aspirar muita água pelo nariz, finalmente despertou.

Ele se sentou bruscamente na cama.

Tossia enquanto limpava a água do rosto.

— O que aconteceu? Por que estou aqui? — Amadeu olhou para Eduardo com o olhar perdido, perguntando.

Eduardo estava prestes a explicar que ele fora dopado e que Ivânia havia sumido.

Mas Jefferson falou primeiro.

— Como esperado de um diretor famoso, ótima atuação. — Jefferson sorriu com frieza.

— Sr. Ortega? — Amadeu olhou para Jefferson, atônito. — O que o senhor quer dizer? Não estou entendendo.

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