Quando Ivânia acordou, percebeu que estava completamente amarrada.
Ela estava encolhida dentro de um Jeep em movimento.
Dois homens estavam sentados na frente.
Eles não perceberam que Ivânia já havia acordado e conversavam sem escrúpulos.
— Foi essa mulherzinha que faliu a família Damasceno? Tem tanto poder assim? — Disse um dos homens.
— Nunca subestime as mulheres. No passado, o Sr. Reinaldo Serpa não caiu nas mãos de uma mulher? — O outro respondeu.
— Essa mulher está bem famosa agora. Estrela de cinema é outra coisa, o corpo é cheiroso e macio. Se eu pudesse dormir com ela, minha vida já teria valido a pena.
— Nas mãos do nosso Sr. Damasceno, ela não vai ter um final feliz. Quando o Sr. Damasceno cansar de brincar, quem sabe ele não a joga para nós.
Os dois homens conversavam e riam de forma obscena.
Ivânia prendeu a respiração e permaneceu em silêncio.
Ela só foi pega porque estava desprevenida.
Mas Ivânia era uma policial com treinamento especial.
Drogas comuns não a manteriam inconsciente por muito tempo.
No entanto, ela estava amarrada e não conseguia se soltar.
Só podia esperar o momento certo.
O carro seguiu em alta velocidade até a Zona Oeste.
Parou em frente a uma fábrica abandonada.
Na porta da fábrica, dois homens altos e fortes vigiavam.
Ao verem o carro parar, caminharam rapidamente até ele.
— Pegaram ela?
— Claro. O plano do Sr. Damasceno é infalível. — O homem abriu o porta-malas e arrastou Ivânia para fora.
Ivânia manteve os olhos fechados.
Suportou a dor do atrito de seu corpo contra o chão enquanto era arrastada como um cadáver para dentro da fábrica.
— Ainda não acordou? — A voz de um homem ecoou no galpão, leve e zombeteira.
Por isso, a primeira coisa que Henrique fez após fugir da prisão foi planejar meticulosamente o sequestro de Ivânia como refém.
Carlos sempre confiou cegamente nas palavras do irmão mais velho.
Ele riu com escárnio.
Seu olhar sobre Ivânia era lascivo e ganancioso.
— A mulher do Jefferson... queria saber qual é o gosto.
— Tente e você saberá. — Henrique riu, batendo as cinzas do cigarro.
Em seguida, fez um sinal para os subordinados.
Os homens entenderam e trouxeram imediatamente duas câmeras profissionais.
— Qual é a ideia? Transmissão ao vivo? — Carlos riu, com os olhos brilhando de excitação.
— Quando escaparmos de Santa Cruz do Sertão, enviaremos o vídeo dessa mulher sendo usada para o Jefferson. Quero ver se ele ainda vai querer uma mercadoria estragada.
Henrique tragou o cigarro.
— Ouvi dizer que o Jefferson é um romântico incurável. Vai que ele não se importa? — Carlos zombou.

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