Ivânia não esperava que Eduardo a trouxesse aqui.
Fazia muitos anos que não vinha, mas cada planta, cada árvore, ainda era incrivelmente familiar.
Durante os anos em que ela e Jefferson foram amigos de infância, ele a trazia aqui com frequência para passar as férias.
Ele uma vez a segurou em seus braços, ensinando-a a jogar golfe, e eles montaram no mesmo cavalo, galopando pelo haras.
Ivânia aprendeu a jogar golfe, a montar a cavalo, a nadar... tudo aqui, ensinada pessoalmente por Jefferson.
A primeira vez deles também foi aqui.
Naquela época, ela ainda estava na universidade e veio para a fazenda com Jefferson durante as férias de verão.
Ela estava de olhos fechados, relaxando confortavelmente na piscina de águas termais ao ar livre, quando abriu os olhos e viu uma cobra amarelada pendurada em um galho de árvore perto da piscina.
Ivânia não temia quase nada, mas tinha pavor de cobras. Ela ficou pálida de medo e soltou um grito incontrolável.
Jefferson, que estava trocando de roupa em um quarto ao lado, ouviu o som e correu imediatamente.
O grito de Ivânia deve ter sido tão alto que, quando Jefferson chegou, a cobra já havia fugido assustada.
Na piscina, restava apenas Ivânia, como uma flor de lótus caída na água, pura, delicada e radiante.
— Onde está a cobra? — perguntou Jefferson, com um olhar profundo e as sobrancelhas arqueadas.
— Estava na árvore agora há pouco, não sei para onde foi. — disse Ivânia, ainda abalada.
— Você se machucou? — ele perguntou novamente.
— Não. — Ivânia balançou a cabeça.
Mas Jefferson não pareceu acreditar. Ele pulou na piscina, insistindo em examiná-la.
Sua forma de examinar foi colocar um braço ao redor de sua cintura, enquanto a outra mão erguia seu queixo, e ele sorriu de lado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Morte Também É Renascimento