— Hugo. O que você sabe sobre o Grupo Serpa, Sérgio e a família Damasceno?
Hugo apenas franziu a testa ao ouvir a pergunta, sem mostrar qualquer sinal de pânico ou desconforto. Parecia que ele não estava envolvido nos crimes de Sérgio.
— Eu não sei muito sobre os negócios da família Serpa. Papai nunca me deixou me envolver com a Vivaz Entretenimento. Só sei que ele ocasionalmente arranjava para que as artistas da empresa comparecessem a coquetéis para socializar, o que é bastante comum no mundo do entretenimento.
— Quanto à família Damasceno, uma vez participei de um intercâmbio acadêmico no hospital deles e notei algumas irregularidades. Mas papai me disse para não me meter, e eu também achei que era melhor não criar problemas. A família Damasceno não é alguém com quem possamos nos dar ao luxo de brigar.
Ivânia assentiu após ouvir. — Você pode me ajudar a compilar um relatório sobre as irregularidades do hospital da família Damasceno?
Hugo hesitou por um momento, mas depois concordou. — Posso.
— Quando terminar, envie diretamente para o meu e-mail. Obrigada. — Após dizer isso, Ivânia se virou e caminhou em direção ao condomínio.
Quando Ivânia voltou ao apartamento, Balote foi o primeiro a correr em sua direção, apoiando as patas dianteiras nela.
Ivânia sorriu e deu um tapinha na cabeça grande dele.
Logo depois, Rita se aproximou. — Srta. Ivana, você voltou. Já jantou? Ainda há ingredientes na geladeira, quer que eu prepare um macarrão para você?
— Eu já comi, não se preocupe. — respondeu Ivânia.
— O senhor saiu em missão recentemente e ainda não voltou. Somos apenas eu e Balote em casa, nem tem para quem cozinhar. — disse Rita, balançando a cabeça.
— Jefferson... ele se recuperou da lesão? Já está em missão tão cedo? — Ivânia perguntou, com a cabeça levemente inclinada, como se não quisesse nada.
— O senhor se machucou? Eu não sei de nada. — Rita parecia confusa. Claramente, ela não sabia sobre o assunto.
Ivânia não perguntou mais nada, pegou Balote pela coleira e voltou para seu quarto.

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