Zenobia ficou apavorada, mas conseguiu manter a compostura e foi chamar ajuda.
As mulheres eram, em sua maioria, atrizes, e seus assistentes e seguranças chegaram rapidamente para levá-las embora.
Terminada a confusão, Ivânia ajeitou o vestido e o cabelo despenteado. Quando estava prestes a sair, foi impedida por Zenobia.
O braço de Zenobia bloqueou seu caminho, seu rosto sério, e ela disse com retidão: — Srta. Paiva, você nos deve uma explicação pelo que acabou de fazer.
— Uma explicação? Que explicação? — perguntou Ivânia.
Essas bullies queriam que ela, a vítima, desse uma explicação? Era uma piada?
— Você agrediu minhas amigas sem motivo. Isso não vai ficar assim. Espero que você peça desculpas publicamente a elas e ofereça a devida compensação. — continuou Zenobia.
Ao ouvir isso, Ivânia não pôde deixar de soltar uma risada fria. — Você sabia que suas amigas queriam me intimidar?
— Srta. Paiva, com base em meras palavras, você quer caluniar minhas amigas? Eu não as vi te intimidando. Só vi você as agredindo. Se não pedir desculpas e compensá-las, terei que chamar a polícia.
Zenobia parecia estar no auge da moralidade, olhando para Ivânia como se fosse uma juíza.
Ivânia era uma figura pública e, normalmente, não gostaria que as coisas se tornassem um escândalo.
Zenobia achava que tinha Ivânia em suas mãos, planejando humilhá-la severamente.
Se Ivânia pedisse desculpas, ela espalharia a notícia. Tentar seduzir homens ricos, agir como uma diva, agredir outras artistas... uma vez que esses escândalos fossem expostos, a reputação de Ivânia seria arruinada. Ela não conseguiria mais sobreviver em Santa Cruz do Sertão, teria que ir embora de cabeça baixa e desaparecer completamente da vida dela e de Jefferson.
Os planos de Zenobia eram bem elaborados, mas ela não contava que Ivânia nunca se deixaria ameaçar, muito menos que não tinha medo de confusão.
— Chamar a polícia? Pode ser. Se for muito trabalho para você discar, eu posso ajudar. — Dito isso, Ivânia pegou o celular e ligou para a polícia.

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