Jefferson não respondeu, mas pousou a xícara de chá e disse:
— Não arranje mais noivados para mim por conta própria. Você sabe que é impossível eu me casar com Zenobia.
Fábio ficou furioso. Como ele pôde gerar um filho tão rebelde?
Ele pegou a xícara, com o impulso de atirá-la.
Mas, ao pesá-la na mão, sentiu que era um pouco pesada e quente demais.
E se machucasse o filho?
Então, Fábio pousou a xícara e, em vez disso, pegou um documento da mesa e o atirou na direção dele.
— Seu filho ingrato, está tentando me matar de raiva?!
O documento pousou na perna de Jefferson, sem causar dor.
Jefferson levantou a mão e alisou suavemente o vinco na calça, depois se levantou.
— Se não há mais nada, estou de saída.
— Não volte para a base esta noite. Fique em casa, jante com sua mãe. Afinal, hoje é o aniversário dela. — Acrescentou Fábio.
Jefferson assentiu com a cabeça, levantou-se e saiu.
O banquete de aniversário da família Ortega ainda não havia terminado quando Ivânia foi embora.
A desculpa foi que não se sentia bem e precisava descansar.
Como a festa não havia acabado, Eduardo, seu sobrinho, não podia se ausentar.
Ele apenas instruiu o motorista a garantir que Ivânia chegasse em casa em segurança.
Quando Ivânia voltou ao Parque das Acácias, Rita já havia preparado o jantar.
Balote, ao ver Ivânia, abanava o rabo animadamente.
— Bom garoto. — Ivânia deu um tapinha na grande cabeça de Balote enquanto trocava seus saltos altos na entrada.
— Ivânia, você voltou. Ótimo, lave as mãos e venha jantar. — Rita a cumprimentou com um sorriso, mas franziu a testa ao vê-la melhor. — O que aconteceu? Você está tão pálida!

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