Antes que Carlos pudesse entender o que estava acontecendo, ele já havia sido derrubado no chão, caindo de forma vergonhosa e humilhante.
— Jefferson, você se atreve a me bater! — Carlos, ainda no chão, olhou para Jefferson, incrédulo.
A família Damasceno não era tão poderosa quanto a família Ortega, então se o herdeiro dos Ortega batesse em Carlos, não seria grande coisa. Mas hoje era a festa de aniversário de Fernanda, e causar problemas na festa da própria mãe era, no mínimo, irracional por parte de Jefferson.
Sussurros já podiam ser ouvidos entre os espectadores.
Fernanda, que subia com alguns amigos, viu exatamente essa cena.
— Jefferson, o que aconteceu?
Jefferson não respondeu. Apenas lançou um olhar frio para Carlos e, no momento seguinte, pegou Ivânia no colo e caminhou a passos largos em direção a um quarto de hóspedes, ordenando a um empregado que chamasse um médico.
Eduardo e Zenobia, que acabavam de subir as escadas, viram as costas de Jefferson se afastando apressadamente com uma mulher nos braços, ambos com uma expressão de total confusão.
— Sra. Ortega, o que aconteceu? — Zenobia, com os olhos cheios de perplexidade, aproximou-se de Fernanda e perguntou em voz baixa.
Fernanda, com o rosto sério, não respondeu.
Nesse momento, Gonçalo e Ariadne também se apressaram em chegar.
Ariadne, ao ver a torre de bolo espalhada pelo chão e Carlos se levantando, presumiu que ele havia derrubado o bolo sem querer.
Enquanto ordenava aos empregados que limpassem, ela disse a Carlos:
— Foi apenas um pequeno acidente, Sr. Damasceno, você não se machucou, certo?
O lado do rosto de Carlos já estava dormente de dor. Com uma expressão fria, ele se virou e desceu as escadas.
Ariadne ficou completamente confusa.

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