— Esta é a sua nova identidade. Use-a para se esconder no exterior por um tempo, depois pode ir para onde quiser. — Ivânia jogou uma pasta para Graciele, contendo documentos de identidade e outras informações relevantes.
— E como vou viver quando chegar ao exterior? — Graciele perguntou, querendo mais, depois de pegar os documentos.
Ivânia quase riu de raiva ao ouvir isso.
— Antes da falência da família Torres, Sérgio lhe deu metade de sua fortuna. Mesmo que a maior parte tenha sido controlada pela família Damasceno, não acredito que você não tenha guardado algo para si. Graciele, você deveria saber que não lhe devo nada, não tenho a obrigação de cuidar do resto da sua vida. E mais, Graciele, se você não quiser ir, posso te levar de volta agora mesmo.
Após dizer isso, Ivânia virou o volante, pretendendo fazer o retorno.
Graciele, ao ver isso, ficou imediatamente em pânico.
— Não, eu não volto. Posso ir para o exterior sozinha, consigo viver bem por conta própria.
Ivânia revirou os olhos para ela. Teria sido melhor se ela tivesse sido sensata desde o início.
O carro de Ivânia seguiu em alta velocidade até o aeroporto.
Graciele, com os documentos e uma pequena mala que Ivânia preparou para ela, entrou apressadamente na sala de embarque.
No entanto, elas não esperavam que os guarda-costas da família Damasceno fossem tão rápidos, seguindo-as até o aeroporto.
— Como eles sabiam que viríamos para o aeroporto? — Ivânia olhou friamente para Graciele.
O rosto de Graciele empalideceu, e ela balançou a cabeça freneticamente, parecendo prestes a chorar.
Ivânia pareceu ter uma ideia, pegou o celular de Graciele e, como esperado, encontrou um sistema de localização nele.
Ivânia não pôde deixar de praguejar baixinho, e então puxou Graciele para o banheiro.

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