Ao dizer isso, Zenobia olhou de relance para Ivânia.
Jefferson também olhou brevemente para Ivânia ao seu lado, e então sorriu.
— Não pense besteira.
Ele levantou o pulso e olhou para o relógio.
— A que horas começa o recital? Quer que eu vá com você?
— Claro. — Zenobia aceitou com um sorriso. Ela tinha vindo justamente por saber que ele estava de folga, na esperança de convidá-lo para o recital.
Ivânia continuava parada ao lado, observando-os conversar e sorrir, sentindo-se completamente deslocada.
Ela não pôde deixar de sorrir amargamente para si mesma. Ah, como ela sempre se confundia, incapaz de distinguir entre a vida passada e a presente.
O Jefferson desta vida não lhe pertencia mais.
— Senhor, Srta. Ivana, o café da manhã está servido. — A voz de Rita veio da sala de jantar.
— Rita, preciso sair. Não volto para comer hoje. — Jefferson avisou Rita, depois olhou para Ivânia e ordenou friamente: — Vá comer.
Após dizer isso, ele saiu com Zenobia.
Jefferson acompanhou Zenobia até o elevador.
Enquanto o elevador descia lentamente, o silêncio no pequeno espaço era quase sufocante.
As mãos de Zenobia, ao lado do corpo, se fecharam em punhos. Ela manteve uma expressão calma no rosto e, com um sorriso suave, comentou de forma casual:
— Fiquei realmente surpresa ao ver a Srta. Paiva. Você nunca trouxe uma garota para o seu apartamento antes.
— Ela se feriu para me salvar. Embora já tenha tido alta, ainda precisa de repouso. Rita não tem muito trabalho cuidando de Balote, então pode cuidar dela também. — Jefferson explicou com uma voz calma.

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