Ivânia não sabia por quanto tempo esteve inconsciente. Quando acordou novamente, estava em um hospital.
Suas pálpebras pareciam extraordinariamente pesadas, e foi preciso muito esforço para abrir os olhos.
Provavelmente por ter ficado em coma por muito tempo, seus olhos estavam sensíveis à luz. Ela encarou o teto branco, sua mente ainda um pouco em branco.
No quarto, apenas o som monótono dos equipamentos médicos podia ser ouvido. Uma agulha de infusão estava inserida em sua mão, e o líquido gotejava lentamente em suas veias.
Do lado de fora do quarto, ouvia-se vagamente a voz de um homem falando. A voz estava baixa, mas a porta do quarto estava entreaberta, e Ivânia conseguiu ouvir.
Henrique:
— Ouvi dizer que a Srta. Paiva já está fora de perigo, então vim visitá-la. Ela se feriu porque estava procurando por Graciele, nós a colocamos nessa situação...
— Ela não morreu, você está desapontado? — Jefferson o interrompeu friamente, antes que Henrique pudesse terminar.
— O quê? — Henrique pareceu confuso.
Jefferson:
— Contratar assassinos em plena luz do dia. A família Damasceno já chegou a esse nível de desrespeito pela lei? E ainda escolher o território da minha família Ortega para agir. Isso é um claro desrespeito à família Ortega.
— Jefferson, do que você está falando? Não estou entendendo nada. — Henrique ainda mantinha uma expressão inocente.
Jefferson zombou, sem se dar ao trabalho de discutir com ele.
— É melhor que não entenda mesmo.
Após dizer isso, Jefferson não deu mais atenção a Henrique e entrou no quarto.
Henrique observou a porta se fechar na sua frente, e sua expressão calma começou a se despedaçar.

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