Ivânia sentiu dor pelo impacto e, franzindo a testa, não pôde deixar de pensar: os anos de Jefferson no exército não foram em vão, ele estava muito mais forte do que antes. Mesmo através das roupas, ela podia sentir seus músculos abdominais definidos.
Mas um Jefferson tão bom assim não pertencia mais a ela.
Ivânia sentiu-se um pouco desanimada e triste. Ela recuou um passo em silêncio, afastando-se do peito dele.
— Obrigada, preciso ir. — Seu tom era indiferente. Após falar, ela passou por Jefferson e caminhou em direção à saída do cemitério.
Jefferson permaneceu no mesmo lugar, observando-a partir. Só então seu olhar voltou para a lápide à sua frente.
Na pequena foto da lápide, Mariana ainda sorria gentilmente, assim como na juventude, observando-os em suas travessuras com um sorriso resignado.
...
Enquanto isso, o carro da família Damasceno já havia deixado o cemitério, movendo-se a uma velocidade constante pela estrada principal, ampla e plana.
Finalmente, entrou na mansão da família Damasceno.
Henrique desceu do carro, vestido todo de preto, exalando uma aura fria e rígida.
Quando ele entrou na mansão, Graciele Torres estava limpando a casa com as empregadas. Ao vê-lo chegar, ela imediatamente se aproximou, pegando seu casaco com cuidado.
— Henrique, eu... — Graciele começou a falar, mas Henrique nem olhou para ela, passando direto e subindo as escadas.
As empregadas ao lado, vendo a cena, olharam para ela com um desprezo renovado, e algumas até soltaram risadinhas.
O rosto de Graciele ficou ainda mais pálido, e seus olhos ficaram vermelhos de humilhação.
Mas Henrique nem sequer olhou para ela, já entrando no escritório no andar de cima.
Ele trabalhou no escritório até a noite. Cansado, recostou-se na cadeira do chefe, fechando os olhos para descansar. Depois de um tempo, acabou adormecendo.

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