— Certo. Não cometa o mesmo erro da próxima vez. Se não se comportar, será punida. — Henrique sorriu, mas seu sorriso fez Graciele estremecer.
— O Sr. Damasceno e minha irmã são tão apaixonados, é realmente de dar inveja. — Disse Ivânia, que aparecera de repente atrás deles.
Henrique ergueu os olhos para Ivânia, voltando à sua persona de cavalheiro.
— Graciele é minha noiva, é natural que sejamos apaixonados. A Srta. Paiva tem a mesma idade que Graciele, sua mãe já deve estar preocupada com o seu casamento.
— Eu não tenho a sorte de Graciele, de poder me casar com Henrique. — Ivânia elogiou com um sorriso, aproximando-se e segurando o braço de Graciele.
O gesto era tão íntimo que pareciam irmãs de verdade.
— Faz tanto tempo que não vejo Graciele. Sr. Damasceno, poderia me emprestá-la por um momento, para nós, irmãs, conversarmos um pouco em particular?
Ivânia puxou Graciele, piscando seus grandes olhos inocentes.
— Graciele precisa me acompanhar em compromissos, talvez não seja conveniente. — Henrique recusou sutilmente, parecendo relutante em deixar Graciele a sós com outras pessoas.
— Ah, Sr. Damasceno, não seja tão mesquinho. Empreste-me minha irmã por um instante. Eu só quero perguntar a Graciele como encontrar um homem tão bom quanto o senhor.
Ivânia insistiu com um tom manhoso.
Henrique pareceu resignado e acabou concordando. Ele olhou para Graciele com um sorriso que carregava uma advertência.
— Converse direito com sua irmã, e tome cuidado para não dizer nada errado que possa nos ridicularizar.
— Eu... eu entendi. — Um medo evidente brilhou nos olhos de Graciele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Morte Também É Renascimento