No entanto, antes que ela pudesse terminar, Miguel gritou com raiva:
— Já falou o suficiente? Se não querem comer, sumam daqui!
Embora Miguel favorecesse Adelina e seus filhos, ele desejava, acima de tudo, a harmonia familiar, enganando a si mesmo ao pensar que os filhos de seu primeiro casamento poderiam conviver pacificamente com os do segundo.
Fazia muito tempo que Adelina não via Miguel tão zangado. Ela fez um sinal para o filho.
— Pai, acalme-se. Vou comer mais um pouco com o senhor. A festa de hoje exigirá muita energia, provavelmente ficaremos ocupados até a noite.
Cássio agiu como um filho devotado e atencioso, até mesmo pedindo aos empregados que trouxessem a sopa de ninho de andorinha aquecida.
Miguel, a contragosto, controlou sua raiva e pegou os talheres novamente.
Cássio, vendo isso, lançou um olhar para o filho ao seu lado. Evelásio entendeu e, com sua mãozinha gorda, pegou um pedaço de carne com os talheres e colocou no prato de Miguel.
— Vovô, come carne.
— Bom menino. — Miguel afagou a cabeça do neto, e um leve sorriso finalmente apareceu em seu rosto.
Enquanto isso, Yasmin, Ivânia e Hugo estavam no carro a caminho do hotel.
Yasmin estava silenciosa, o rosto cheio de preocupação.
— Hugo, saímos daquele jeito. Seu avô deve estar furioso. Com seu pai preso, se irritarmos seu avô, nossa vida ficará ainda mais difícil. Você ainda não se casou. Sem o apoio da família Castilho, como vai conseguir se casar com uma moça de boa família?

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