— O quarto de hóspedes é no andar de cima? Estou cansada, preciso descansar. — Ivânia, sem paciência para ouvir o resto, o interrompeu.
Esses dois irmãos, um mais inepto que o outro. Não era de se admirar que fossem esmagados pelos filhos da madrasta, a ponto de não terem onde ficar.
Kleber claramente não gostava de Ivânia. Ele franziu a testa, acenou com a mão e pediu a uma empregada que a levasse para o quarto de hóspedes no andar de cima.
A família Castilho era, de fato, uma das mais ricas. O quarto de hóspedes tinha mais de cem metros quadrados e estava totalmente equipado.
Ivânia não tinha problemas para dormir em camas estranhas e adormeceu confortavelmente no macio colchão importado.
Ela dormiu até o amanhecer do dia seguinte, sendo acordada por batidas na porta.
— Ivana, hora de levantar. Vamos tomar café da manhã com seu avô, não podemos nos atrasar. — A voz de Yasmin veio de fora da porta.
Ivânia sentou-se na cama, esfregando os olhos, e caminhou lentamente até a porta.
A porta se abriu. Yasmin estava do lado de fora e, ao ver Ivânia com o cabelo despenteado e descalça, franziu a testa.
— Olhe para você, onde estão seus modos de dama? Dormindo até tarde na casa dos outros. Se isso se espalhar, todos vão rir de você.
Ivânia encostou-se no batente da porta, cruzou os braços e disse em tom preguiçoso:
— Se não quer que eu fique aqui, posso ir embora agora mesmo. E outra coisa, ainda é cedo.
Após dizer isso, Ivânia se virou e voltou para o quarto.

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