Rita não pegou a chave por conta própria; em vez disso, olhou instintivamente para Jefferson.
Por causa da bebida, os olhos de Jefferson estavam vermelhos, e sua aura normalmente fria havia se suavizado, revelando um raro traço de vulnerabilidade.
Ele ergueu o olhar para Ivânia, seus olhos escuros e profundos ainda calmos e impassíveis.
— Leve o carro. Amanhã peço para o Vítor buscar. — Jefferson disse, e então se afastou com passos largos em direção ao prédio.
Rita estava prestes a sair com Balote, mas o cachorro se recusava a se mover, deitado no chão.
Seus olhos de cachorro olhavam para Ivânia com uma expressão lamentosa.
Rita não conseguia fazê-lo se mover, nem arrastá-lo, e acabou ofegante de tanto esforço.
Ivânia queria dizer a Balote para ser obediente e não causar problemas, mas ao ver seu olhar suplicante e a língua de fora, não teve coragem.
— Rita, deixe o Balote vir comigo esta noite. O Sr. Ortega bebeu bastante, e você terá que cuidar dele. Ter o Balote por perto só lhe daria mais trabalho.
A explicação de Ivânia era razoável e muito atenciosa com Rita.
Além disso, não era a primeira vez que Ivânia cuidava de Balote, então Rita confiava plenamente nela.
— Tudo bem, então vou deixar o Balote com você esta noite. Amanhã, quando o Vítor for buscar o carro, peça para ele trazer o Balote de volta.
— Certo. — Ivânia sorriu e assentiu, depois abriu uma das portas do carro e fez um sinal para Balote.
Balote entendeu e pulou para dentro do carro imediatamente.
Ivânia levou Balote de volta ao seu apartamento alugado.
O apartamento tinha dois quartos e uma sala, mas possuía uma enorme janela do chão ao teto.
A cama de Balote ficava em frente à janela, e ao lado dela havia uma prateleira com sua comida e brinquedos.
— Balote, vá tomar banho e descanse. — disse Ivânia para Balote.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Morte Também É Renascimento