Sófia entendeu.
A identidade de Damião era especial, e ele estava envolvido nos antigos assuntos do Instituto que Vicente havia mencionado. Esse acidente, provavelmente, não terminaria tão facilmente.
"Não pense muito nisso por enquanto. Vá para casa e descanse. Falamos sobre isso amanhã."
Depois de desligar.
Sófia recostou-se no sofá, seu coração demorando a se acalmar.
O acidente na festa de noivado, Damião sob vigilância, e aquela ligação de Gregório... todas as peças se conectavam, fazendo-a sentir como se uma teia invisível estivesse se fechando silenciosamente.
Enquanto isso, no hospital, Vitória estava deitada na cama, com o rosto pálido.
O susto na festa de noivado havia afetado sua gravidez, e ela fora levada às pressas para o hospital.
Assim que a enfermeira terminou de administrar o soro, ela ligou ansiosamente para Gregório, querendo que ele viesse ficar com ela.
"Gregório, estou no hospital. Você pode vir me ver? Estou com um pouco de medo." A voz de Vitória era fraca e cheia de mágoa.
Gregório baixou os olhos para o computador, seu tom indiferente. "Não posso sair agora. Preciso lidar com a repercussão da festa de noivado e cooperar com a investigação da polícia."
"Vou mandar o Bruno ficar com você. Se precisar de algo, fale com ele."
A mão de Vitória que segurava o celular se apertou, e uma onda de decepção e inquietação a invadiu. "Você ainda está ocupado a esta hora? Não pode tirar um tempinho para vir ver a mim e ao bebê?"
"A situação é delicada agora, preciso ficar aqui para resolver as coisas."
A voz de Gregório era neutra. "Descanse bem. O médico disse que você precisa de repouso. Não pense demais."
Dito isso, antes que Vitória pudesse responder, a ligação foi encerrada.
Vitória olhou para a tela escura do celular, e seus olhos ficaram vermelhos instantaneamente.
Deitada na cama do hospital, sua inquietação crescia.
"O Diretor Pacheco disse que virá assim que terminar o que está fazendo, e pediu para a senhorita não se preocupar."
Bruno colocou a garrafa térmica na mesa de cabeceira, seu tom respeitoso, mas com um certo distanciamento.
Vitória não disse nada, mas a inquietação em seu coração se tornou ainda mais forte.
Ela sabia que Gregório nunca mentiria para ela, mas o fato de ele estar "ocupado" parecia especialmente doloroso.
Ela até começou a suspeitar que Gregório simplesmente não se importava com ela ou com o bebê, e que tudo o que ele fazia era apenas para apaziguar a Família Tavares, para cumprir as formalidades dessa união.
Enquanto isso, na Mansão Pacheco, Gregório estava sentado em seu escritório, com uma pilha de documentos e gravações de vigilância à sua frente.
Bruno acabara de voltar do hospital e estava relatando a situação de Vitória. "A Srta. Tavares está emocionalmente instável e não para de perguntar quando o senhor irá. O médico disse que ela precisa de repouso e não pode sofrer mais estresse."
Gregório: "Entendido."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...