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A Glória da Ex-Esposa romance Capítulo 1577

“Mas...” Sófia Lopes segurou a mão dele com preocupação, “É muito perigoso você ir sozinho, e se for descoberto...”

“Não serei descoberto.” Gregório Pacheco deu tapinhas suaves nas costas da mão dela, confortando-a, “Neste barco, ninguém consegue me descobrir. Acredite em mim.”

O olhar dele era sereno e poderoso, conseguindo acalmar facilmente todo o pânico dela.

Sófia olhou para ele e assentiu levemente, mas ainda relutava em soltar a mão dele. “Então volte logo, eu esperarei por você.”

“Tudo bem.” Gregório abaixou a cabeça e depositou um beijo suave na testa dela, com ternura e solenidade, “Espere eu voltar.”

Ele se virou, abriu a porta do quarto com movimentos lentos e, após confirmar que o corredor estava vazio, saiu rapidamente. A porta se fechou novamente sem fazer nenhum ruído.

No quarto, o silêncio retornou.

Sófia sentou-se na cama, com as pontas dos dedos ainda guardando o calor dele. Aquele coração que esteve aflito a noite toda finalmente voltou ao lugar, pouco a pouco.

Enquanto ele estivesse ali, ela não teria medo de nada.

Gregório ocultou-se nas sombras do corredor, como um caminhante da noite.

Ele não seguiu pelos caminhos iluminados, mas avançou passo a passo, beirando as paredes, pelas escadas de emergência e pelas salas de equipamentos.

Ele já conhecia de cor a planta do iate; cada canto, cada porta e cada possível esconderijo estavam perfeitamente claros em sua mente.

Ele foi primeiro à sala de reuniões.

Elias já não estava lá, e restava apenas um leve aroma de perfume no ambiente.

Gregório inspecionou rapidamente a mesa, o chão, as tomadas, as luminárias e os dutos de ventilação, não encontrando nenhum dispositivo de escuta, rastreamento ou explosivo.

Em seguida, foi à cozinha, à sala de logística e ao alojamento da tripulação.

Todos os homens que ele havia infiltrado colaboravam discretamente, sinalizando com os olhos que a área estava segura e sem nenhuma anomalia.

Ele desceu até o porão do navio.

A casa de máquinas rugia, e os equipamentos funcionavam normalmente. Ele checou as linhas de combustível, os circuitos elétricos e os encanamentos; não havia nenhum sinal de sabotagem.

O depósito estava repleto de itens diversos e suprimentos de reserva, tudo arrumado e organizado, sem objetos suspeitos.

As saídas de emergência, os botes salva-vidas e os equipamentos de segurança estavam em perfeito estado, prontos para uso a qualquer momento.

Ele deu uma volta completa pelo exterior do convés, de forma silenciosa.

As câmeras de segurança, os holofotes e as rotas de patrulha estavam totalmente sob seu controle.

Uma investigação completa levou mais de meia hora.

O resultado foi exatamente igual ao que seus subordinados haviam relatado —

O barco estava limpo. Não havia emboscadas, explosivos ou agentes infiltrados; tudo estava seguro e normal.

Gregório parou nas sombras do convés superior, olhando para o mar escuro, e soltou um leve suspiro de alívio.

De fato, Vicente Oliveira ainda não planejava agir.

Ou melhor, ainda não era o momento certo para agir.

O comportamento incomum de Elias parecia mais uma pressa em avançar o cronograma, tentando fechar a parceria antes que qualquer imprevisto acontecesse.

O olhar de Gregório tornou-se frio e sombrio.

Quanto mais pressa o outro lado tivesse, mais ele deveria desacelerar.

Quanto mais o oponente quisesse avançar, mais ele precisava atrasá-lo.

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