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A Glória da Ex-Esposa romance Capítulo 1575

"Afinal, quem é esse Elias?" Daniel perguntou.

Gregório ficou em silêncio por alguns segundos, dizendo calmamente: "Por fora, é um fornecedor de materiais estrangeiro. Por trás... ainda estou investigando, mas de uma coisa tenho certeza..."

"Ele e o Vicente se conhecem."

Os olhos de Daniel tornaram-se mais frios.

"E você ainda assim deixou a Sófia negociar com ele?"

"Se eu não deixasse, como faria a cobra sair da toca?" Gregório virou o rosto para olhá-lo, com os olhos gélidos: "Vicente está muito bem escondido. Se nós não agirmos, ele nunca agirá.

Apenas colocando a Sófia no centro das atenções ele irá revelar as suas garras."

"Você a usou como isca?"

"Sim." Gregório admitiu abertamente, sem hesitar: "Mas eu usarei a minha vida para trazer essa isca de volta inteira."

Daniel observou aquela determinação de tudo ou nada no olhar dele, e ficou muito tempo sem dizer uma palavra.

De repente, ele entendeu.

Não é que Gregório não estivesse com medo.

Ele apenas reprimiu todo esse pavor no fundo do seu coração, substituindo-o por camada após camada de planos, defesas e cartas na manga.

Acima da superfície do mar, o barco avançava estavelmente.

Abaixo da superfície do mar, uma guerra de espadas e sangue já fervia há muito tempo.

Sófia estava sentada calmamente no quarto, os dedos deslizando suavemente pela tela do celular.

Ela não sabia que na costa havia duas pessoas com os nervos à flor da pele por causa dela, tampouco sabia quantas vidas e mortes estavam envolvidas por trás daquela parceria aparentemente simples.

Ela só sabia de uma coisa:

Embarcar naquele navio não seria em vão.

-

O céu foi escurecendo, e o azul profundo tingiu o mar de forma espessa como tinta.

Assim que o céu antes claro escureceu, o vento marítimo ganhou um ar mais úmido e frio. As ondas batiam nas laterais do barco, emitindo um som leve, monótono e repetitivo, fazendo com que toda a área do mar parecesse ainda mais silenciosa.

Ao longe, na rota de navegação, um modesto navio cargueiro após o outro navegava lentamente. Os cascos manchados e as luzes amareladas e fracas misturavam-se à escuridão da noite, de modo que ninguém prestaria atenção.

Ninguém sequer imaginaria que, entre esses navios cargueiros tão comuns, um deles já fora controlado silenciosamente pelos homens de Gregório há muito tempo.

Ele não escolheu se aproximar de forma escandalosa, muito menos mandou que as lanchas de escolta cercassem o alvo de forma direta, o que chamaria a atenção dos inimigos.

No mar, a aproximação mais segura era sempre aquela que não podia ser vista.

Gregório estava em pé num canto escuro do convés do navio cargueiro. Vestia uma roupa tática preta, mantendo uma postura reta como um pinheiro, sem nenhuma expressão no rosto, apenas com um par de olhos que brilhavam de forma surpreendente na escuridão.

A brisa do mar levantava os cantos de sua roupa, mas ele permanecia imóvel, feito uma estátua esperando por sua presa, apenas encarando aquele iate branco que se aproximava cada vez mais à distância.

"Sr. Pacheco, a distância está ideal."

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