No dia da partida, o dia mal havia amanhecido.
Gregório levantou-se cedo. Não acordou Sófia, apenas sentou-se em silêncio à beira da cama, observando o rosto dela adormecido, com os olhos cheios de ternura e saudade.
Ele levantou a mão, acariciou suavemente os cabelos de Sófia e depositou um beijo leve em sua testa, sussurrando: "Espere eu voltar."
Então, virou-se, pegou a mala e saiu silenciosamente do quarto e da mansão.
Na porta da mansão, Lucas e Geovana já esperavam, e a equipe de segurança estava pronta.
Ao ver Gregório sair, Lucas adiantou-se, deu um tapinha em seu ombro e disse com seriedade.
"Boa viagem. Quando chegar lá, se tiver qualquer problema, contate-nos a qualquer hora. Aqui na Cidade Valeora, nós cuidaremos de tudo."
"Muito obrigado." Gregório acenou para Lucas e Geovana. "Sófia, Clara e a Família Pacheco ficam sob os cuidados de vocês."
"Pode ficar tranquilo. Sófia e Clara estão conosco, nada vai dar errado." Geovana afirmou.
Gregório assentiu, sem dizer mais nada, virou-se e entrou no carro.
O carro saiu devagar da mansão, em direção ao aeroporto.
Ao sair do condomínio, Gregório colocou a cabeça para fora da janela e olhou para trás, na direção da mansão. Viu Sófia parada no portão, acenando em sua direção. Sua silhueta na névoa da manhã parecia tão frágil, tão pequena.
Gregório também acenou para Sófia, até que a imagem da mansão desaparecesse completamente de sua vista, só então recolhendo o olhar lentamente.
Sófia ficou parada no portão, vendo o carro desaparecer na névoa matinal, e as lágrimas finalmente rolaram.
Lucas e Geovana caminharam até Sófia, dando tapinhas leves em seu ombro para confortá-la.
Sófia olhou para eles: "Estou bem, desculpem a cena."
Isso dissipou o cansaço da viagem de Gregório, mas fez sua aura parecer ainda mais pesada.
Ao sair pelo corredor do aeroporto, dois homens de terno preto já esperavam na saída. Ao verem Gregório, adiantaram-se imediatamente e fizeram uma reverência respeitosa: "Diretor Pacheco, o senhor chegou. O carro já está pronto."
Os dois eram antigos subordinados que Gregório conheceu quando expandiu os negócios no exterior anos atrás, chamados Manuel e Armando.
Eles estavam baseados na Cidade Floresta há anos, conheciam os costumes locais e controlavam muitos recursos do submundo. Eram as pessoas em quem ele mais confiava para esta busca por Vicente.
Gregório assentiu levemente, entregou a mala de mão para Manuel e passou os olhos pela multidão que ia e vinha no aeroporto, com uma vigilância imperceptível no olhar.
A Cidade Floresta era uma mistura de gente de todo tipo, um ponto de encontro de diversas facções e uma base importante para o poder de Vicente no exterior. Era uma zona cinzenta onde várias forças se entrelaçavam.
Aqui, qualquer descuido poderia atrair um desastre fatal.
O carro finalmente entrou em um condomínio de alto padrão, isolado no centro da cidade. Era o ponto de apoio que Armando e Manuel haviam preparado com antecedência para Gregório. Localizado na área movimentada, mas tranquilo e com segurança rigorosa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...