Ela fez uma pausa, olhou para as luzes distantes e sua voz soou leve como o vento: "Eu e o Lucas também não temos mais nada a ver um com o outro."
Ao terminar de falar, ela não olhou mais para Ângela, virou-se e caminhou em direção ao táxi que se aproximava.
Ângela ficou parada no lugar, vendo-a colocar a mala no carro e entrar. Viu o carro se afastar lentamente e desaparecer na noite, sentindo o coração cheio de impotência e pesar.
E na janela do apartamento, Lucas estava parado lá, olhando na direção em que o táxi desapareceu, e o brilho em seus olhos se apagou pouco a pouco.
Ele levantou a mão e tocou o próprio peito. Lá estava vazio, como se alguém o tivesse esvaziado.
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Ângela viu Geovana partir e voltou rapidamente para o prédio do apartamento.
Quando ela empurrou a porta do apartamento, Lucas ainda estava na janela. Suas costas estavam eretas, mas revelavam uma certa solidão.
Ângela trocou os sapatos, caminhou até o centro da sala e, olhando para as costas dele, falou suavemente: "Eu não deveria ter vindo com você hoje, a Srta. Alves parece ter entendido errado."
Lucas não olhou para trás, apenas observava a noite densa lá fora. O cigarro entre seus dedos já tinha queimado pela metade, e as cinzas caíam no chão sem que ele percebesse.
"Ela viu a gente voltando junto, deve ter ficado ainda mais chateada."
Ângela suspirou e acrescentou: "Se for preciso depois, posso explicar tudo a ela, dizer que somos apenas velhos conhecidos e que você me ajudou no banquete hoje e me deu uma carona."
Lucas só então se virou lentamente, apagou o cigarro e seus olhos mostravam cansaço total.
Ele olhou para Ângela, ficou em silêncio por alguns segundos, e sua voz soou grave e rouca, com um tom de resignação: "Não precisa."
Ele fez uma pausa, e seu olhar vagou para o quarto onde Geovana estava arrumando as coisas agora há pouco. A porta ainda estava entreaberta, como se ainda restasse o cheiro dela.
"Ela quer traçar uma linha e manter distância, então deixe que seja assim."
Essas palavras caíram no ar, carregando uma concessão impotente.
Lucas sabia muito bem que Geovana estava entendendo errado e queria explicar, mas ele conhecia a personalidade de Geovana muito bem. Uma vez que ela decidia algo, nem dez bois conseguiam puxá-la de volta.
Ângela viu a solidão no fundo dos olhos dele, compreendeu e não disse mais nada.
Geovana encostou-se na parede fria, fechou os olhos e disse com voz cansada: "Eu não tenho dinheiro."
"Não tem dinheiro?" A mãe pareceu ter ouvido a maior piada do mundo e soltou uma risada fria. "Você está casada com o Lucas há tanto tempo, ele não te deu dinheiro? Não pense que eu não sei, você ainda tem ações da NexGen, venda qualquer coisa e terá dinheiro."
"Aquele é o meu trabalho, não o caixa eletrônico de vocês."
A voz de Geovana esfriou: "Não vou dar mais nem um centavo a vocês."
Desde que propôs o divórcio a Lucas, ela cortou os subsídios para a família.
Antigamente, para manter uma paz superficial, ela sempre cedia, mas agora ela não queria mais ser aquele caqui mole que qualquer um podia apertar.
"Você se atreve!" A voz da mãe subiu repentinamente. "Geovana, não se esqueça, você é filha da Família Alves!"
"Se seu irmão não conseguir se casar, você nunca terá paz na vida!"
"Isso é problema de vocês, não tem nada a ver comigo."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...