Enquanto isso, do outro lado.
Lucas meio que amparava, meio que carregava Geovana, com passos extremamente lentos. As bochechas de Geovana tinham um rubor embriagante.
A respiração quente dela batia na lateral do pescoço dele, trazendo o aroma doce da bebida de frutas, fazendo o pomo de adão dele se mover involuntariamente.
O corpo dela estava mole como água, inteiramente apoiado no abraço dele, uma mão agarrada firmemente à manga da roupa dele, os dedos acariciando inconscientemente a textura do tecido.
"Lucas..." ela sussurrava o nome dele, a voz embolada, com um tom de manha nasalada. "Eu não estou bêbada, juro... ainda aguento beber..."
Lucas baixou a cabeça para olhá-la. A luz do poste caía sobre o rosto dela, desenhando o queixo delicado e a ponta do nariz empinado.
Os cílios dela eram longos, como dois pequenos leques, tremendo levemente, fazendo o coração dele coçar.
Ele diminuiu o passo, a voz carregada de resignação, mas escondendo uma gentileza sutil: "Tá bom, tá bom, você não está bêbada. Vamos para casa, chega de beber."
Geovana pareceu entender e não entender ao mesmo tempo, apenas enterrou a cabeça mais fundo, contra o peito dele, ouvindo as batidas firmes e fortes do coração dele.
O vento noturno levantava os cabelos dela, roçando no pulso dele, trazendo uma coceira fina.
Lucas apertou o braço um pouco mais, com medo de que ela caísse, a palma da mão colada na cintura dela sentia claramente o calor do corpo dela.
Os dois seguiram em silêncio, apenas com os murmúrios ocasionais de Geovana e o som do vento.
Chegando ao estacionamento, Lucas abriu a porta do passageiro com cuidado, tentando colocá-la para dentro.
Geovana, porém, não gostou, agarrando a manga dele sem querer soltar, com os olhos vermelhos como uma gatinha injustiçada: "Não vai embora... fica comigo..."
Lucas suspirou, impotente, curvou-se para perto dela e suavizou ainda mais a voz: "Eu não vou embora, vou te levar para casa."
"Seja boazinha, entra no carro."
O hálito dele passou pela orelha dela, com um leve cheiro de cedro.
A orelha de Geovana esquentou, ela encolheu o pescoço instintivamente, mas ainda assim não soltou a mão.
Lucas, vendo a manha dela, sentiu o coração derreter completamente.
O coração de Geovana batia acelerado, parecendo querer pular do peito. Ela sentia claramente a respiração dele, quente, com uma força estonteante.
Seus cílios tremiam violentamente, mas ela não queria fechar os olhos.
Justo quando os lábios dos dois estavam prestes a se tocar.
De repente, veio do lado de fora do carro um som de passos apressados, acompanhado pelos gritos de um homem e uma mulher de meia-idade: "Geovana! Diretor Dutra!"
O corpo de Lucas travou bruscamente, como se tivesse levado um banho de água fria, despertando instantaneamente.
Ele se endireitou rapidamente, abrindo distância entre os dois, num movimento tão rápido que parecia estar escondendo algo.
Geovana também se assustou com o som repentino, a embriaguez passando em grande parte. Ela virou o rosto em pânico, as bochechas queimando como se estivessem fervendo.
A porta do carro foi aberta. Os pais de Geovana estavam do lado de fora, ofegantes.
O rosto da Sra. Alves demonstrava ansiedade, enquanto Guilherme Alves exibia um sorriso de pura cortesia, com o olhar fixo em Lucas, numa clara bajulação.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...