Lucas disse sorrindo, entrando com duas malas.
Geovana também forçou um sorriso, entrou e reclamou: "Que azar, se eu soubesse teria reservado antes."
"Agora pronto, todos os hotéis da estação estão cheios, só restou lugar aqui com vocês."
Sófia serviu água para eles, sorrindo: "Não tem problema, nossa suíte é grande o suficiente."
"Ah, vocês podem ficar no quarto de hóspedes lá em cima, tem um vago."
Geovana ia falar algo, mas Lucas se adiantou, dizendo com ar de derrota: "Nem me fale."
"Nós perguntamos na recepção antes de vir. Na verdade, só restou um quarto vago lá em cima."
"O quê?" Sófia travou. "Como assim só um?"
"Alta temporada de esqui, fazer o quê."
Lucas sorriu sem graça. "Muita gente veio de última hora, os quartos já estavam todos reservados."
"Conseguir achar um quarto vago já foi sorte."
Lucas parecia meio sem jeito e olhou para Gregório.
Ele pigarreou, tentando parecer calmo: "Tudo bem, na pior das hipóteses eu durmo no sofá."
Gregório deu um tapa no ombro dele, rindo: "Não se preocupe, a cama do quarto de hóspedes é enorme, cabe duas pessoas tranquilamente."
O canto da boca de Lucas tremeu, mas ele não disse nada.
Sófia os levou para o andar de cima e abriu a porta do quarto.
Era amplo, com uma decoração aconchegante e elegante. Uma cama de casal enorme ficava bem no centro, e havia um sofá ao lado.
"Viram? Nada mal, né?"
Sófia sorriu. "Tem tudo o que precisam no banheiro, fiquem à vontade."
Geovana entrou no quarto, olhando para a cama imensa.
Ela assentiu e disse baixinho: "Obrigada."
"De nada." Sófia sorriu. "Descansem então, vou descer."
Ela saiu e fechou a porta suavemente.
No quarto, restaram apenas Lucas e Geovana, e o clima ficou instantaneamente constrangedor.
Os dois ficaram parados, sem dizer nada.
No ar, parecia pairar uma atmosfera sutil.
Depois de um bom tempo, Lucas pigarreou, fingindo calma: "Então, você dorme na cama, eu durmo no sofá."
Geovana ergueu os olhos para ele. Vendo o desconforto no rosto dele, o próprio constrangimento dela diminuiu.
Ela sorriu e disse: "Não precisa, a cama é tão grande, dá para dividir sem problemas."
Lucas travou, surpreso com a resposta dela.
Ele olhou para Geovana: "Tudo bem."
Nas horas seguintes, ambos ficaram meio perdidos.
Geovana foi tomar banho e Lucas sentou no sofá, olhando a neve pela janela, com a mente confusa.
Ele e Geovana se conheciam há anos, desde a faculdade, e sempre foram bons amigos.
Mas naquela noite, vendo-a tão perto, surgiu em seu peito um sentimento inédito.
Ele suspirou levemente, fechou os olhos e tentou se acalmar.
Não sabia quanto tempo passou até que finalmente pegou no sono.
Na sala do andar de baixo, Sófia estava aninhada nos braços de Gregório.
"Você acha que o Lucas e a Geovana vão acabar transformando a farsa em realidade?"
Sófia perguntou baixinho.
Gregório riu baixo e beijou a testa dela: "Difícil dizer. Quando se trata de sentimentos, ninguém pode prever nada."
Sófia assentiu, encostou no peito dele e fechou os olhos.
Na manhã seguinte, Clara e Enzo acordaram cedo.
Correram empolgados para o andar de cima e bateram na porta de Lucas e Geovana.
Geovana acordou assustada com as batidas, sentou-se de supetão e, ao ver Lucas dormindo ao lado, seu rosto ficou vermelho como um tomate.
Lucas também acordou com o barulho. Esfregou os olhos e, ao ver o rosto corado de Geovana, a sensação estranha no peito aumentou.
Os dois se vestiram às pressas e abriram a porta.
Do lado de fora, Clara e Enzo sorriam radiantes: "Sr. Dutra, Sra. Alves, vamos esquiar!"
Geovana olhou para o sorriso inocente das crianças e o constrangimento sumiu.
Ela assentiu e disse sorrindo: "Vamos sim!"
Lucas também sorriu e bagunçou o cabelo de Clara: "Vamos, o tio vai levar vocês para brincar."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...