Vanessa olhou para o avô, incrédula, as lágrimas escorrendo ainda mais intensamente. "Vovô, como o senhor pode dizer isso? Eu sou sua neta!"
O avô fechou os olhos, sem mais olhar para ela, apenas acenou para o velho criado ao lado. "Leve a senhorita para casa."
Enquanto era arrastada para fora da mansão, Vanessa ainda chorava e gritava, sua voz tão aflita quanto o canto de um pássaro ferido.
Mas desta vez, ninguém lhe deu atenção.
Rejeitada, Vanessa voltou para a Mansão Moreira e encontrou Wilson arrumando as malas de forma desajeitada.
Ao vê-la, seu rosto se encheu de irritação. "Você ainda tem a coragem de voltar?"
"O avô também não te ajudou. Agora pronto, a Família Moreira está acabada. E quer saber? Eu não vou arrumar essa bagunça. Quero o divórcio!"
"Divórcio?" Vanessa, como se tivesse sido provocada, avançou. "Wilson, seu ingrato! Quem foi que chorou e implorou para se casar comigo, para subir na vida às custas da Família Pacheco? Agora você quer fugir? Nem pensar!"
Os dois começaram a brigar, o antigo carinho e afeto desaparecendo completamente, restando apenas o caos e a vergonha.
E tudo isso...
Estava sob o controle de Gregório.
Ele mandou que as provas da transferência de ativos de Wilson fossem enviadas anonimamente para a Receita Federal.
Logo, a Família Moreira foi investigada por sonegação de impostos, em valores enormes.
Agentes da Receita foram à empresa para investigar, os bancos começaram a cobrar os empréstimos, e a empresa da Família Moreira entrou em colapso total.
Sem saída, Wilson tomou uma medida desesperada e contatou as forças estrangeiras por trás de Vicente.
Ele queria trocar a tecnologia central da Família Pacheco por dinheiro para fugir.
Essa notícia rapidamente chegou aos ouvidos de Gregório.
Tarde da noite, no estacionamento subterrâneo do Grupo Pacheco, as luzes eram fracas.
Wilson esperava furtivamente para se encontrar com o contato das forças estrangeiras, segurando um pen drive com os dados técnicos da Família Pacheco que ele havia roubado com muito esforço.
Justo quando ele pensava que seu plano estava prestes a ter sucesso, luzes ofuscantes de faróis de carro se acenderam ao redor.
Dezenas de seguranças vestidos de preto desceram dos carros e o cercaram.
O rosto de Wilson ficou pálido, e o pen drive em sua mão caiu no chão com um baque.
Ele olhou para Gregório, que descia lentamente do carro, e tremeu de medo. "Gre... Gregório, o... o que você está fazendo aqui?"
Gregório se aproximou passo a passo.
Ele se abaixou e pegou o pen drive do chão. "Wilson, eu já disse, sonhos não se realizam assim."
Ele fez uma pausa, seu olhar percorrendo o rosto aterrorizado de Wilson, seu tom indiferente. "Você achou que, ao conspirar com forças estrangeiras e trair os interesses do país, conseguiria escapar?"
Wilson caiu de joelhos com um baque, batendo a cabeça no chão repetidamente. "Gregório, eu errei! Foi um momento de loucura!"
"Por favor, me perdoe! Eu nunca mais farei isso!"
Gregório olhou para ele de cima, sem um pingo de compaixão em seus olhos. "É tarde demais."
Ele fez uma pausa e suspirou. "Ainda assim, são laços de sangue. Vê-los acabar assim, meu coração..."
A mão de Gregório que segurava o copo se apertou, sua voz baixa. "Vovô, alguns caminhos são escolhas deles."
"Não podem culpar ninguém."
O avô não disse mais nada, apenas ergueu a cabeça e bebeu um copo de vinho.
As flores do jacarandá caíam no copo, trazendo um aroma suave, mas também um toque de melancolia.
Essa batalha entre interesses familiares e laços de parentesco finalmente terminou com uma ação implacável.
E Gregório sabia que não era o fim.
As forças estrangeiras ainda estavam à espreita, os remanescentes de Vicente ainda não haviam sido eliminados, e o peso em seus ombros continuava grande.
-
Gregório voltou para a casa onde morava com a esposa.
O colarinho de sua camisa estava aberto, a gravata jogada descuidadamente ao redor do pescoço, e o cabelo, geralmente impecável, caía desarrumado sobre a testa.
Seus olhos estavam vermelhos, como se ele não dormisse há várias noites.
Um cheiro de comida vinha da sala de estar.
Sófia, de avental, saiu da cozinha e, ao vê-lo naquele estado, franziu a testa instantaneamente, correndo para amparar seu corpo vacilante. "Por que demorou tanto para voltar? Eu não disse para o motorista te trazer mais cedo para descansar?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...