"Eu já pedi ao departamento de controle de risco para intensificar a análise, e com certeza não permitirei que pessoas mal-intencionadas se aproveitem de brechas."
"É melhor que seja assim."
Lucas olhou para ela, seu tom de voz suavizando um pouco. "Eu sei que você é muito capaz, mas este assunto é de grande importância, não podemos baixar a guarda."
"Se precisar de ajuda com qualquer coisa, é só pedir."
Sófia sentiu um calor no coração e sorriu: "Pode ficar tranquilo, eu tenho tudo sob controle."
Lucas se levantou, caminhou até a janela e, observando o fluxo incessante de carros lá embaixo, pareceu se lembrar de algo e se virou para dizer: "Ah, a propósito, sobre o Gregório... vocês dois assim, está muito bom."
Sófia: "O que quer dizer com bom ou não bom, somos apenas... vizinhos comuns."
Lucas olhou para ela e não conseguiu conter uma risada baixa: "Certo, vizinhos."
Ele não a pressionou mais, apenas disse: "Concentre-se no trabalho, não deixe que sentimentos pessoais afetem seu julgamento."
Sófia assentiu com a cabeça, observando Lucas sair de seu escritório.
Ela se sentou novamente em sua mesa e pegou os documentos dos parceiros internacionais.
A NexGen era o fruto do trabalho árduo dela, de Lucas e dos outros, e ela jamais permitiria que alguém a destruísse.
-
Ao entardecer.
As luzes da rua em frente ao prédio da NexGen se acenderam.
Sófia acabara de se despedir do último grupo de representantes dos parceiros internacionais e saiu do prédio, massageando o pescoço dolorido.
Ela viu o conhecido sedã preto estacionado na beira da estrada. O motorista abriu a porta do carro respeitosamente e disse em voz baixa: "Diretora Lopes, o Sr. Pacheco está esperando por você."
Dentro do carro, pairava um leve aroma de álcool, misturado à fragrância fria e habitual de cedro de Gregório, não era forte nem intenso, mas extraordinariamente sedutor.
Assim que Sófia se acomodou, o homem ao seu lado virou a cabeça para olhá-la. Seus olhos tinham uma certa languidez de quem havia bebido, sua habitual austeridade estava consideravelmente suavizada, e sua voz soava mais grave e rouca do que o normal: "Terminou o trabalho?"
O efeito do álcool começou a subir gradualmente. Ele se recostou no encosto do banco, seu olhar ficando turvo, e em pouco tempo, sua respiração se tornou regular. Ele havia adormecido.
Seu perfil parecia especialmente suave sob a luz amarelada e bruxuleante dos postes de rua. A linha de seus lábios, normalmente firmes, estava levemente relaxada, e seus longos cílios caíam, escondendo a perspicácia de seu olhar.
Sófia olhou para ele, o coração ligeiramente comovido. Ela estendeu a mão para ajeitar o colarinho levemente aberto da camisa dele, mas assim que seus dedos tocaram o tecido, ela os retraiu suavemente.
O motorista olhou pelo espelho retrovisor e disse em voz baixa: "Diretora Lopes, o Sr. Pacheco desmarcou vários compromissos hoje só para poder vir buscá-la pontualmente."
Sófia não disse nada, apenas voltou a olhar pela janela, mas sentiu como se algo tivesse tocado suavemente seu coração.
O carro entrou suavemente pelos portões da Mansão Antiga Pacheco e, ao parar, Gregório acordou na mesma hora.
Ele massageou as têmporas, seu olhar um pouco mais claro. Antes que Sófia pudesse abrir a porta, ele desceu primeiro, deu a volta até o lado dela e, como um cavalheiro, abriu a porta para ela.
"Espere um momento."
Ele disse isso e se virou, caminhando rapidamente em direção ao porta-malas, de onde tirou uma delicada caixa de veludo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...