Gregório ficou em silêncio.
O clima tornou-se um pouco tenso.
Sófia sorriu, tentando amenizar a situação: "Vamos."
Depois que os funcionários da Agência de Segurança Nacional e os diretores foram embora,
o ar na vila voltou à tranquilidade.
Sófia sentou-se no sofá, seus dedos esfregando inconscientemente a barra de sua roupa, o olhar fixo em Gregório, que brincava com Clara a uma curta distância.
O perfil do homem era suave, seus olhos e sobrancelhas exibiam um sorriso, fazendo a menina rir alegremente.
A frase "vamos", que ela dissera sem pensar diante das autoridades, ainda ecoava em seus ouvidos.
Voltar para a equipe do projeto do caça 07 significava enfrentar novamente cálculos complexos e riscos desconhecidos, mas ela não hesitou nem por um momento.
Não por qualquer outra razão, mas pelos pesquisadores que morreram em vão, e pelos anos de tolerância e perseverança de Gregório.
No entanto, a atmosfera na sala de estar ainda era um tanto sutil.
Antes de saírem, os diretores mencionaram de forma significativa que "uma família reunida é a verdadeira felicidade", mas Gregório não mencionou o assunto de se casarem novamente em nenhum momento.
Sófia franziu os lábios e baixou os olhos, suprimindo a fraca expectativa em seu coração.
Talvez agora realmente não fosse o momento certo. A saúde dele ainda não estava totalmente recuperada, Clara acabara de voltar para eles e o reinício do projeto era iminente. Onde haveria tempo para pensar em questões românticas?
Clara se cansou de brincar e estendeu os braços, pedindo o colo de Gregório.
Gregório sorriu e concordou, curvando-se cuidadosamente para pegar a filha.
Mas ele se esqueceu que a ferida em seu peito ainda não havia cicatrizado. O movimento um pouco maior acabou forçando o ferimento.
"Agh—"
Ele soltou um gemido de dor, seu rosto empalideceu instantaneamente e gotas de suor frio brotaram em sua testa.
Finalmente, quando o médico terminou de tratar a ferida, Gregório foi acomodado em um quarto para repousar.
Ele se recostou na cama, o rosto ainda pálido, mas tentou consolar Sófia: "Não se preocupe, é só um ferimento leve, alguns dias de repouso e estarei bem."
Sófia lançou-lhe um olhar irritado e ajeitou o cobertor para ele: "Fique quieto. Se ousar se mover de novo, levo a Clara embora e deixo você aqui sozinho."
Gregório riu baixo, a ternura em seus olhos quase transbordando.
Clara se debruçou na beira da cama, estendeu a mãozinha para tocar o rosto dele e disse em voz suave: "Papai tem que obedecer, senão a mamãe vai ficar brava."
Nesse momento, a porta do quarto foi aberta bruscamente, e a figura de Nereu apareceu na entrada.
Ele vestia um terno impecável, com o rosto terrivelmente sombrio, seguido por dois assistentes de semblante frio.
A atmosfera acolhedora do quarto foi instantaneamente quebrada.
Sófia franziu a testa imediatamente, colocando Clara instintivamente atrás de si. O rosto de Gregório também se fechou, e seu tom era gélido: "O que você veio fazer aqui?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...