Sófia Lopes amparava Gregório Pacheco, caminhando com dificuldade, passo a passo, pela neve.
Ouvindo as palavras de Gregório, os passos de Sófia não pararam.
A neve sob seus pés passava de seus tornozelos, e cada passo exigia um esforço tremendo.
O rosto de Gregório estava pálido como papel, a testa coberta de suor frio, e o ferimento em seu peito latejava com uma dor lancinante devido ao movimento brusco.
Ele cerrou os dentes, agarrando firmemente o pulso de Sófia, os nós de seus dedos estavam brancos.
"Não se preocupe." Sófia sentiu o tremor de seu corpo, virou a cabeça e sua voz, embora suave, estava carregada de força. "Eles não vão descobrir tão cedo."
"Este lugar é deserto, não há sequer uma moto de neve por perto. Mesmo que descubram que desaparecemos, terão que percorrer estes cinco quilômetros a pé, assim como nós."
Ele ergueu os olhos para ela. No meio da nevasca, as bochechas de Sófia estavam vermelhas de frio, mas seu olhar era excepcionalmente firme.
Os dois caminharam mais um pouco, e Sófia, percebendo agudamente que não havia movimento atrás deles, finalmente soltou um suspiro de alívio.
Ela olhou ao redor, seu olhar pousando em uma cavidade na neve não muito longe, onde grandes blocos de gelo estavam empilhados, formando um abrigo natural perfeito.
"É aqui." Sófia apoiou Gregório até lá, ajudando-o a sentar-se com cuidado. Em seguida, pegou um pouco de neve ao lado e a empilhou nas frestas dos blocos de gelo para bloquear o vento cortante. "Esconda-se bem e não faça barulho."
"Volto em vinte minutos para te buscar. Lembre-se, não importa o que ouça, não saia."
Gregório olhou para ela: "Tome cuidado."
"Fique tranquilo."
Disse Sófia, "Você ainda não confia na minha velocidade para arrombar fechaduras?"
Depois de dizer isso, ela não hesitou mais e correu na direção do posto de abastecimento.
Ela não ousava parar por um instante, com apenas um pensamento em sua mente —
Mais rápido, mais rápido.
Desde que conseguisse pegar o carro o mais rápido possível.
Nos cinco quilôkilômetros de distância, Sófia correu com todas as suas forças.
O coração de Sófia se encheu de alegria, e ela rapidamente abriu a porta e entrou.
No escuro, ela encontrou a ignição, inseriu a chave e a girou suavemente.
O motor emitiu um rugido baixo e ligou com sucesso.
Sófia suspirou aliviada, seus nervos tensos finalmente relaxando um pouco. Ela olhou para o relógio em seu pulso; apenas quinze minutos haviam se passado desde que deixara Gregório.
Ainda havia tempo.
Sófia não perdeu tempo, engatou a marcha e pisou no acelerador.
O veículo off-road para neve rugiu e partiu em alta velocidade na direção onde Gregório estava escondido.
As rodas esmagavam a neve espessa, levantando uma nuvem de flocos.
Sófia pisou fundo no acelerador, chegando ao local combinado.
Assim que ela ajudou Gregório a se acomodar no banco do passageiro, antes mesmo que ele pudesse recuperar o fôlego, ouviram-se passos apressados e gritos atrás deles.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...