Após vários dias de recuperação, o ferimento de bala em seu peito já havia cicatrizado e, embora ainda doesse vagamente, ele já conseguia se levantar e andar.
Seu rosto ainda estava pálido, e um suor frio e fino brotava em sua testa.
Nesses dias, ele parecia estar se recuperando tranquilamente, mas, na verdade, já vinha observando tudo em segredo.
Ele descobriu a rotina de troca de turnos dos guardas e, ouvindo as conversas das enfermeiras, com aquelas informações fragmentadas, conseguiu montar o quebra-cabeça e descobrir onde Sófia estava detida...
No terceiro andar daquele mesmo prédio, em um quarto de hospital igualmente vigiado por muitos guardas.
Aproveitando uma brecha na troca de turnos, Gregório evitou o ponto cego das câmeras e finalmente chegou à porta do quarto de Sófia.
Ele bateu suavemente na porta, e um som sutil veio de dentro; em seguida, a porta se abriu apenas uma fresta.
O rosto de Sófia apareceu por trás da porta. Ela vestia uma fina roupa de paciente, seu rosto estava abatido e seus olhos carregavam um cansaço profundo.
Mas quando viu que era Gregório do lado de fora, suas pupilas se contraíram subitamente, e toda a sua contenção e força desmoronaram em um instante.
Ela não disse nada, apenas se lançou para frente e o abraçou com força.
O aperto era tão forte que parecia que ela queria se fundir em seus ossos e sangue, seus braços envolvendo a cintura dele com firmeza, o rosto enterrado em seu peito. Os soluços, contidos por tanto tempo, finalmente escaparam de sua garganta.
O corpo de Gregório enrijeceu por um momento, e então ele levantou a mão, dando tapinhas suaves em suas costas.
Ele podia sentir claramente o tremor dela.
Sua voz era grave e gentil, com uma força tranquilizadora: "Eu estou bem, Sófia, eu estou realmente bem."
Ela se importava tanto com ele.
Ele se sentia imensamente honrado.
Seus pecados eram graves, mas a disposição dela em perdoar e redimi-lo era a sua honra.
"Você levou um tiro..."
"Ficar de braços cruzados não é a solução, precisamos tomar a iniciativa."
Sófia segurava o pedaço de papel, as pontas de seus dedos tremendo levemente.
Ela olhou para o olhar determinado de Gregório: "Mas o seu corpo... Não seria melhor descansar por mais alguns dias? Tenho medo de que você não aguente se esforçar tanto."
Gregório balançou a cabeça.
Ele levantou a mão e segurou suavemente a de Sófia, seu tom era sério: "Não há tempo."
"A notícia de que já consigo andar logo chegará aos ouvidos de Vitória."
"Ela não nos dará muito tempo. O próximo passo dela, muito provavelmente, será me forçar a assinar a certidão de casamento."
As pontas de seus dedos estavam geladas, mas seu olhar era excepcionalmente claro: "Assim que sairmos, entrarei em contato com Ivan imediatamente."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...