Antes que as palavras terminassem, o chicote de aço cortou o ar com um assobio e atingiu as costas de Sófia com força.
"Pá!"
A ponta áspera do chicote rasgou o fino uniforme do hospital, cravando-se na carne e trazendo uma dor de rasgar a alma.
O corpo de Sófia tremeu violentamente, e o suor frio encharcou suas roupas instantaneamente. Ela cerrou os dentes com força, sem emitir um único gemido.
Apenas os músculos de suas costas se contraíram incontrolavelmente, cada centímetro gritando de dor.
Vitória, vendo sua aparência resiliente, sentiu seu prazer aumentar.
Como se o fogo do mal em seu coração tivesse sido aceso, ela balançava o chicote repetidamente, as pontas caindo nas costas, braços e pernas de Sófia, deixando um rastro de marcas de sangue entrelaçadas.
"Implore! Implore por misericórdia!"
Vitória gritou, com os olhos vermelhos. "Implore para que eu te perdoe, implore para que eu perdoe Gregório! Se você se ajoelhar e me implorar, eu paro!"
A consciência de Sófia começou a se turvar, a dor a engolindo como uma maré, e sua visão escurecia em ondas.
Mas ela ainda cerrava os dentes, os lábios mordidos até sangrar, e forçou uma frase a sair de sua garganta, a voz fraca: "Você... está sonhando."
Vitória foi completamente enfurecida.
Ela jogou o chicote de aço de lado, caminhou até Sófia, agarrou seus cabelos e forçou-a a levantar a cabeça.
Ela olhou para a insubmissão nos olhos de Sófia, para aquela teimosia que ela tanto odiava, e o ódio em seu coração quase a consumiu.
"Você acha que sendo durona, Gregório virá te salvar?"
A voz de Vitória era fria e sinistra. "Ele mal consegue se salvar agora, não tem nem forças para sair da cama."
"Ele só pode assistir impotente enquanto eu te torturo, assistir você morrer pouco a pouco. Sófia, este é o preço por roubar o meu homem!"
Ela soltou a mão, e a cabeça de Sófia bateu com força na estrutura de ferro da cama, produzindo um som abafado.
Sófia fechou os olhos, e as lágrimas finalmente rolaram, misturando-se com o sangue em seus lábios, pingando no lençol frio e manchando-o com um vermelho ofuscante.
Os ferimentos em suas costas ainda sangravam, cada respiração puxando seus músculos e trazendo uma dor lancinante.
Gregório.
Você tem que viver.
Tem que viver.
Sófia não sabia há quanto tempo estava ali.
Alguém abriu a porta novamente.
Vitória entrou empurrando Gregório.
O homem viu Sófia encolhida no chão frio.
As marcas de chicote entrelaçadas em suas costas escorriam gotas de sangue vermelho-escuro.
Seus lábios estavam rachados e sangrando, o rosto pálido como papel, apenas os olhos, ainda teimosamente abertos, encaravam fixamente Vitória, que estava de pé à sua frente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...