Agora, ela estava apenas pedindo que ele fosse ao hospital para um exame, um pedido tão simples. Que direito ele tinha de recusar?
Ele deveria obedecê-la em tudo, não importava o motivo dela, não importava o que ela pedisse.
Após um longo silêncio.
Gregório finalmente falou: "Certo, farei tudo o que você disser."
"Então vamos para o hospital agora."
Sófia disse imediatamente.
"Você acabou de acordar, não descansou bem. Eu posso ir sozinho."
Gregório disse: "Depois que terminar, eu te ligo."
Sófia olhou para sua insistência e não forçou.
Ela sabia que o orgulho intrínseco de Gregório não permitiria que ela o visse em um estado vulnerável quando seu corpo estava fraco.
"Tudo bem, tome cuidado no caminho, me avise se acontecer qualquer coisa."
Gregório assentiu e se virou em direção ao carro.
Observando suas costas um pouco vacilantes, o coração de Sófia se encheu de amargura e ela suspirou suavemente.
Depois que Gregório partiu, Sófia mal havia voltado ao seu apartamento quando recebeu uma ligação de seu tio, Marco Guerra.
"Sófia, vou ao hospital hoje para um check-up, você quer vir comigo? Aproveite para o médico te examinar também, sobre aquela dor de cabeça que você mencionou."
Os olhos de Sófia brilharam e ela respondeu imediatamente: "Claro, tio, estou indo te encontrar agora."
Ela queria aproveitar a oportunidade para entender melhor a condição de saúde de Gregório.
Meia hora depois, Sófia acompanhou Marco ao hospital.
Após o check-up dele, ela usou a desculpa de não se sentir bem para ir ao consultório de Ricardo Paiva.
"O que faz aqui?" Ricardo ficou um pouco surpreso ao vê-la. "Não está se sentindo bem?"
Sófia ficou em silêncio.
As palavras de Ricardo confirmaram suas suspeitas.
A doença de Gregório era, afinal, uma doença da alma.
Ela respirou fundo, como se tivesse tomado uma decisão, e ergueu o olhar para Ricardo: "Tudo o que você fez para me ajudar naquela época, foi a mando de Gregório, certo?"
Ricardo hesitou por um momento, depois assentiu: "Sim."
"Na época, eu achei estranho. Ele se preocupava tanto com você, mas insistia em esconder isso, fazendo com que eu ajudasse em seu lugar."
"Pensando agora, ele provavelmente tinha medo que você não aceitasse, e também medo de não conseguir te encarar."
"Ele te ama muito, só que a maneira dele de te proteger foi errada."
Ricardo olhou para ela, com um tom sério: "Você também sabe que ele cresceu em uma família sem amor, ninguém nunca o ensinou a amar alguém."
"O que ele podia pensar, o que ele podia te dar, era apenas o que ele considerava a melhor maneira: proteger silenciosamente, remover os obstáculos para você."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...