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A Glória da Ex-Esposa romance Capítulo 1173

O corpo de Sófia Lopes ainda balançava um pouco, mas sua mente estava perfeitamente clara.

Ela podia sentir nitidamente o calor da palma da mão do homem, podia ler a hesitação em seu olhar e ouvir os batimentos cada vez mais fortes de seu próprio coração.

"Quero saber o que você está pensando."

Sófia ergueu a cabeça para olhá-lo, seus cílios ainda úmidos de vapor d'água, mas seu olhar era teimoso.

A embriaguez a fez abandonar a contenção habitual, e as perguntas que guardava no fundo do coração por tanto tempo finalmente escaparam de seus lábios.

Gregório Pacheco apertou o braço que a amparava.

Ele baixou o olhar para ela, as luzes e sombras dos postes de rua tremeluzindo em seu rosto, seu olhar profundo como tinta escura que não se dilui: "Em que você estivesse bem."

Aquelas palavras simples, ditas em um tom baixo e firme.

Ela ficou atônita por um momento, e seus olhos inexplicavelmente arderam.

Ao longo dos anos, houve mal-entendidos, barreiras e confrontos entre eles, mas ninguém nunca havia lhe dito de forma tão direta que seu pensamento era apenas "que ela estivesse bem".

A mágoa e a inquietação em seu coração pareceram ser suavemente acalmadas por aquelas palavras, e Sófia abriu a boca, querendo dizer algo mais.

Mas foi interrompida por Gregório: "Volte e descanse bem."

Sua voz ainda era gentil, mas era evidente que ele não queria continuar com aquele assunto.

Sófia compreendeu sua evasiva e não insistiu.

Ela sabia que certas coisas não podiam ser apressadas; havia muitas questões acumuladas entre eles que precisavam de tempo para se resolverem lentamente.

O carro entrou suavemente no condomínio fechado e parou em frente ao prédio de Sófia.

Gregório ajudou Sófia a sair do carro e, assim que entraram no saguão, viram Ivan saindo com uma maleta de primeiros socorros.

Ao vê-los, Ivan parou por um instante e depois acenou com a cabeça respeitosamente: "Diretor Pacheco, Srta. Lopes."

"As aulas terminaram?"

Ivan assentiu.

"Obrigado pelo seu trabalho", disse Gregório em um tom neutro.

Depois que Ivan saiu, assim que Sófia abriu a porta.

Uma pequena figura correu em sua direção: "Mamãe!"

Clara sentou-se obedientemente ao lado de Sófia, dando tapinhas suaves em suas costas com suas mãozinhas, consolando-a como uma pequena adulta: "Mamãe, beba um pouco de água e a tontura vai passar."

Sófia pegou o copo, bebeu alguns goles, e a sensação de queimação em seu peito aliviou bastante.

Ela olhou para Clara, com os olhos cheios de culpa: "Desculpe, Clara, a mamãe te acordou."

"Não tem problema, mamãe, eu estava preocupada com você."

Sófia foi cambaleando para o banheiro.

Gregório baixou o olhar para Clara e perguntou com uma voz suave: "Os estudos estão cansativos?"

Clara piscou, como se não esperasse que ele perguntasse isso, e hesitou um pouco antes de responder: "Está tudo bem, não muito cansativo."

"Muito bem", Gregório assentiu em aprovação.

Clara olhou para ele e de repente perguntou seriamente: "Você se preocupa com os meus estudos? Ou se preocupa com outras coisas?"

Gregório parou, não esperando que uma criança tão pequena fizesse tal pergunta.

Ele olhou para os olhos límpidos e inquisitivos de Clara, ficou em silêncio por um momento e então disse lentamente: "Não importa como você seja, se vai bem nos estudos ou não, se é obediente ou não, você é minha filha."

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