Sófia Lopes franziu ligeiramente a testa, seus dedos se contraindo instintivamente.
O tópico que Vitória Tavares havia levantado de repente era algo que ela também queria perguntar, mas nunca o fez.
Ela nunca teve uma posição adequada para questionar...
O olhar de Gregório Pacheco passou pelo rosto de Vitória, ainda úmido de lágrimas, e seus olhos se tornaram sombrios como um poço gelado e sem fundo.
Vitória respirou fundo e enxugou as lágrimas com as costas da mão: "Gregório, mesmo que agora seus olhos e seu coração estejam cheios dela, de Sófia, mesmo que você queira protegê-la, eu já carreguei um filho seu!"
"Como você pode ser tão cruel e sem coração, a ponto de não dizer uma única palavra justa?"
Sua voz estava embargada pelo choro, soando desolada e injustiçada. Para quem não conhecia a verdade, era fácil sentir compaixão.
Sussurros baixos ecoaram novamente pelo salão, e muitos olhares dirigidos a Gregório agora continham um misto de curiosidade e acusação.
Independentemente de o aborto estar ou não relacionado a Sófia, a pecha de "sedutor irresponsável", uma vez atribuída, seria prejudicial à reputação de Gregório.
Sófia ficou ao lado, observando a performance chorosa de Vitória, sem sentir raiva, apenas uma calma absurda.
Ela conhecia bem demais as táticas de Vitória: quando não podia vencer, se fazia de vítima; quando encurralada, usava os sentimentos como arma. Só não esperava que ela usasse um método tão baixo.
A expressão no rosto de Gregório não mudou. Não havia raiva nem culpa, como se Vitória estivesse falando de algo que não lhe dizia respeito.
Geovana Alves sentiu um fastio. Céus, como aquela mulher podia ser tão descarada? Ela quis se levantar e dizer algo.
Mas foi contida por Lucas Dutra.
Geovana olhou para ele: "Por que você está me segurando?"
Lucas respondeu: "Ainda não é a nossa vez de entrar em cena. Apenas observe em silêncio, alguém resolverá isso."
Se ele não conseguisse resolver nem mesmo essas questões, então não teria muita capacidade.
Ele se levantou lentamente, e a pressão que emanava dele silenciou o salão instantaneamente.
"Primeiro," sua voz era grave, "o filho em sua barriga nunca foi meu."
"A Srta. Tavares, uma mulher que perdeu um filho, a dor que ela sente é inimaginável."
"Mesmo que você não admita que o filho era seu, não deveria dizer palavras tão cruéis. Isso machuca demais o coração das pessoas."
Suas palavras pareciam justas, mas na verdade estavam apoiando Vitória, insinuando que Gregório era insensível e desleal.
Muitos dos que não conheciam a verdade concordaram com a cabeça, e a opinião pública no salão começou a se inclinar novamente para o lado de Vitória.
Gregório não disse nada, apenas lançou um olhar frio para Vicente.
Nesse instante.
Passos apressados foram ouvidos de repente na entrada do salão.
Todos se viraram para o som e viram Bruno Barros, o secretário-chefe de Gregório, entrando rapidamente.
Ele carregava uma pilha grossa de documentos e sacos de evidências, com uma expressão séria.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...